

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou que pretende reportar supostas irregularidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diretamente ao presidente americano Donald Trump e a veículos de imprensa estrangeiros durante as eleições deste ano. Em entrevista ao portal Metrópoles, o ex-parlamentar afirmou que utilizará aplicativos de mensagem para realizar essas denúncias em tempo real, aproveitando a dinâmica digital do processo eleitoral. Segundo ele, o objetivo é garantir que autoridades dos Estados Unidos acompanhem de perto o cenário brasileiro e adotem providências caso identifiquem situações que considerem inadequadas.

A estratégia mencionada por Eduardo baseia-se em um relatório divulgado recentemente pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA. O documento apresenta alegações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citando supostas práticas de censura e riscos de interferência nas eleições de outubro. Para o ex-deputado, o relatório norte-americano deve servir como um alerta para que o TSE mude sua postura e evite restrições de conteúdo durante o pleito, sob o risco de enfrentar consequências diplomáticas ou sanções por parte do governo de Trump.
Eduardo Bolsonaro também aproveitou a oportunidade para criticar a atuação da Justiça Eleitoral em anos anteriores. Ele mencionou que, em sua visão, houve falta de isenção no julgamento de ações envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro durante a disputa de 2022, sugerindo que critérios diferentes foram aplicados aos candidatos. Com a proximidade das novas eleições, o ex-parlamentar reforçou que manterá uma vigilância constante e que não hesitará em expor internacionalmente o que considerar como fraude ou cerceamento de liberdade no Brasil.








