sábado, 15 de novembro de 2025
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EDITORIAL: A autonomia que levará o gestor público a ruínas

No universo da administração pública, delegar é um ato de confiança essencial. No entanto, quando essa delegação se torna uma concessão irrestrita de poder, o que se vê não é gestão, mas sim um desastre anunciado. A autonomia, quando mal interpretada ou entregue às pessoas erradas, transforma-se rapidamente no veneno que corroerá a gestão do prefeito por dentro.

Essa confiança desmedida, que permite aos seus comandados “fazer e desfazer” em seus respectivos departamentos, não é um sinal de modernidade administrativa; é o equivalente a entregar uma “metralhadora nas mãos de macacos”. No decorrer dessa autonomia sem rédeas, o que floresce é a triste e previsível “síndrome do pequeno poder”. Subitamente, indivíduos antes modestos se julgam as “últimas bolachas do pacote”, distorcendo a hierarquia e o bom senso.

As consequências imediatas são sentidas na espinha dorsal do serviço público. Servidores são coagidos, amordaçados e vivem sob a ameaça constante, visando penalizar aqueles que se recusam a seguir a cartilha imposta por essas novas “autoridades”, percebidas como bestas, quadradas e sem compromisso real com o município. O medo se torna a moeda de troca, e a eficiência pública é sacrificada no altar da vaidade, da prepotência, da arrogância autoritária e despótica.

O maior prejudicado, no entanto, é o próprio gestor administrativo que, por ingenuidade ou omissão, alimenta esse sistema. Quando os problemas surgirem, quando as ações judiciais baterem à porta ou o Ministério Público (MP) for acionado, sua defesa será a escusa cínica, já conhecida, de não saber de nada — a famosa “desculpa Lulista e esquerdista”. Mas, como bem sabemos, depois da “vaca ou a Inês morta” não há retorno para o que foi destruído. O dano é irreversível e você já se tornou um refém.

Muito se admira tal confiança. A história de que tudo no setor público estava um caos, vindo da gestão passada, é a cantiga que embala a inocência. E o administrador, infelizmente, cai que nem um patinho nessa triste narrativa de contos de fadas e histórias da carochinha, sendo facilmente manipulado por quem tem a agenda de benefício próprio.

Ao final dos quatro anos, a conta será debitada integralmente ao seu CPF. É o gestor quem responderá aos processos judiciais gerados por essa “autonomia” mal concedida. O pior de tudo não são apenas as perdas jurídicas, mas as marcas que ficarão na cidade e na reputação por muitos anos. Essa é a fórmula mais rápida para perder aliados, desmantelar o funcionalismo e chegar ao fim do mandato sem qualquer tipo de apoio, culminando em uma reprovação indesejada até para os piores gestores que passaram pelo Executivo municipal ficarão surpresos e comemorarão sua derrota.

O gestor inocente que acredita em narrativas vazias sentirá na pele o peso da conclusão dos quatro anos. Colocará a mão na cabeça e perceberá que tudo o que foi prometido em campanha eleitoral não foi cumprido, deixando um desastre no setor público e um “currículum péssimo” que será lembrado por gerações como sinônimo de fracasso.

Fica a dica: ainda há tempo de mudar e retirar os falsos e mentirosos de seus cargos. O destino de uma administração inteira depende de uma correção de rota urgente. ACORDA GESTOR, DE SEU SONO DE DONZELA!

Se a carapuça serviu, vista-se e tome alguma atitude antes que seja tarde demais”.

OBS: Qualquer semelhança é meramente coincidência.

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