quinta, 11 de junho de 2026

Ed Motta presta depoimento após confusão e acusação de xenofobia em restaurante

O cantor Ed Motta compareceu à delegacia da Gávea, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, para dar sua versão sobre uma briga ocorrida em um restaurante na Zona Sul da capital. O artista está sendo investigado por injúria por preconceito, crime que pode resultar em até três anos de prisão, após ser acusado de usar termos ofensivos contra um funcionário do estabelecimento. O caso, que começou com uma discussão sobre valores, acabou se transformando em uma confusão generalizada com direito a agressões físicas e registro de boletim de ocorrência.

De acordo com os depoimentos colhidos pela polícia, o conflito teve início por causa da chamada “taxa de rolha”, cobrada quando o cliente leva o próprio vinho. Frequentador habitual, o cantor normalmente não pagava a taxa quando ia sozinho ou com a esposa. No entanto, no último dia 2, o restaurante decidiu cobrar o valor porque o artista estava acompanhado de outras seis pessoas. A cobrança gerou revolta e, segundo os relatos, Ed Motta teria chamado um dos trabalhadores de “paraíba” de forma pejorativa, termo que fundamentou a acusação de xenofobia.

A briga saiu do controle quando clientes de mesas vizinhas tentaram intervir ou acabaram envolvidos no tumulto. Durante a confusão, um homem foi atingido por um soco e uma garrafada, precisando de atendimento médico antes de procurar a polícia. Em relação a essa agressão física específica, Ed Motta é tratado apenas como testemunha, mas no inquérito sobre as ofensas preconceituosas, ele figura como o autor do crime.

Em declarações recentes, o cantor negou ter praticado qualquer tipo de violência. Ed Motta afirmou que deixou o restaurante extremamente revoltado com a qualidade do atendimento que recebeu naquela noite, mas as autoridades continuam ouvindo testemunhas para esclarecer o que de fato aconteceu no momento em que os insultos foram proferidos.

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