sexta, 10 de julho de 2026

Donos de cartório lideram ranking de maior patrimônio do Imposto de Renda, aponta Receita Federal

Os titulares de cartório são os contribuintes que possuem a maior média de bens declarados no país. É o que revelam os novos painéis estatísticos divulgados pela Receita Federal, os quais apontam que, enquanto a média de patrimônio declarada pelo brasileiro ficou em R$ 409 mil, a desses profissionais atingiu a impressionante marca de R$ 3,28 milhões. Logo atrás no ranking de ocupações mais ricas aparecem os membros do Poder Judiciário, com média de R$ 2,93 milhões, seguidos por integrantes do Ministério Público, diplomatas, atletas profissionais e diretores de indústrias.

Essas informações foram disponibilizadas por meio de uma plataforma pública inédita criada pelo órgão para dar mais transparência aos dados consolidados do Imposto de Renda. Pela primeira vez na história, qualquer cidadão pode consultar o perfil socioeconômico de quem declara o imposto, filtrando os resultados por profissão, idade, faixa de renda, localização geográfica, gênero e até raça. O sistema funciona cruzando filtros de forma inteligente e só exibe os resultados quando há um número mínimo de pessoas na busca, garantindo o sigilo fiscal e impedindo que a identidade de qualquer contribuinte seja descoberta.

A Receita Federal esclarece que esse levantamento reflete exclusivamente o perfil dos brasileiros que enviaram o documento e, por isso, não serve como um espelho exato de toda a população do país. Ficaram de fora da estatística todas as pessoas que estavam dispensadas de prestar contas ao Leão, como aquelas que ganharam abaixo do limite mínimo de rendimentos tributáveis estabelecido para a entrega do documento. De acordo com os técnicos do órgão, o objetivo de abrir esses números à sociedade é fornecer uma base sólida de dados para que pesquisadores, economistas e gestores públicos possam estudar o perfil da tributação e planejar políticas públicas mais eficientes para o Brasil.

Ao todo, o governo federal contabilizou o recebimento de mais de 44 milhões de declarações de Imposto de Renda, superando as expectativas iniciais de entrega. Desse montante de contribuintes, a grande maioria garantiu o direito de receber dinheiro de volta da Receita, totalizando pouco mais de 56% das pessoas com saldo a restituir. O restante do grupo dividiu-se entre aqueles que terminaram o processo precisando pagar imposto complementar e os cidadãos que fecharam a conta sem nenhum saldo pendente com o Fisco.

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