


A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, oficializou nesta terça-feira uma proposta de delação premiada entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O empresário, que está preso preventivamente desde o início de março, tenta agora colaborar com a justiça para reduzir eventuais penas. Pela primeira vez, os dois órgãos federais trabalharão em conjunto para analisar se o material oferecido é relevante o suficiente para ser aceito. De acordo com as leis brasileiras, para que o acordo seja fechado, Vorcaro não pode apenas fazer relatos, mas deve entregar provas sólidas, como documentos, mensagens e gravações que comprovem as irregularidades.

O banqueiro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes bancárias. A suspeita é de que o Banco de Brasília (BRB) tenha sido utilizado para a compra de carteiras de crédito fraudulentas que favoreciam o Banco Master. Vorcaro é apontado como uma peça central nessas transações suspeitas que estão na mira dos investigadores federais.
O caso ganha novos contornos com a movimentação de outro personagem importante: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília. Também preso, Costa manifestou ao Supremo Tribunal Federal o desejo de se tornar delator. Ele é investigado por supostamente ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propinas para facilitar negócios de interesse do Banco Master dentro da instituição pública que presidia. Em sua tentativa de colaboração, o ex-executivo chegou a solicitar a transferência de presídio para agilizar as reuniões com seus advogados.







Com as duas principais figuras do suposto esquema buscando acordos de delação ao mesmo tempo, as investigações entram em uma fase decisiva. O conteúdo dessas possíveis revelações pode detalhar como funcionava o fluxo de dinheiro entre as instituições e identificar outros envolvidos na operação considerada bilionária. Enquanto a PGR e a Polícia Federal avaliam o peso das provas apresentadas, os investigados permanecem detidos aguardando os próximos passos do processo judicial.























