quarta, 22 de abril de 2026

Dono da página Choquei é preso em operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página de entretenimento Choquei, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), em Goiânia. A detenção ocorreu no âmbito de uma grande investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações estimadas em mais de R$ 1,6 bilhão. Além do empresário, a operação também resultou na prisão dos cantores de funk MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, atingindo figuras de grande alcance nas redes sociais.

Raphael, que gerencia perfis que somam mais de 36 milhões de seguidores, também foi alvo de mandados de busca e apreensão em seus endereços. De acordo com a defesa do influenciador, conduzida pelo advogado Frederico Moreira, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal na capital goiana para prestar depoimento sobre o caso. Até o momento, as autoridades não especificaram qual seria a função exata de Raphael dentro da suposta organização criminosa, mas confirmaram que o grupo é investigado por utilizar empresas e transações complexas para esconder a origem de recursos ilícitos.

A Polícia Federal explicou que a estrutura sob investigação envolvia movimentações financeiras de alto valor, o uso frequente de dinheiro em espécie e operações com criptomoedas para dificultar o rastreamento dos valores. A ofensiva, batizada de Operação Narcofluxo, contou com o trabalho de mais de 200 agentes federais distribuídos por nove estados e pelo Distrito Federal. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão.

Durante as diligências, as equipes policiais recolheram veículos de luxo, documentos, equipamentos eletrônicos e quantias em dinheiro que ajudarão a detalhar o funcionamento do esquema. Os envolvidos na investigação podem responder por crimes graves, como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O bloqueio de bens e contas bancárias também foi determinado para interromper o fluxo financeiro da organização enquanto o processo avança na Justiça Federal.

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