


A morte violenta de Carlos Endrico Alves de Almeida, de 49 anos, ocorrida na tarde de quarta-feira (9) na Praça Cívica da Concha Acústica, em Votuporanga, chocou a comunidade e revelou a história de vida que antecedeu seus últimos anos em situação de vulnerabilidade. Conhecido popularmente como Carlão da Academia, ele perdeu a vida após ser esfaqueado e atingido por uma estrutura de ferro durante um desentendimento com outro morador de rua. O socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a levar a vítima até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde o óbito foi confirmado.

Natural de Macaubal, Carlão pertencia a uma família tradicional e influente na política e no comércio daquela região. Formado em Educação Física, trabalhou na área e tornou-se proprietário de um estabelecimento próprio de ginástica, de onde surgiu o apelido que o acompanhou por toda a vida. Pai de uma filha, ele era descrito por amigos e familiares como um homem extrovertido, afável e de fácil convivência. Com o passar do tempo, o avanço da dependência química e do álcool alterou o rumo de sua trajetória, levando a tentativas recorrentes de internação e apoio familiar antes que ele passasse a frequentar praças e pontos centrais de Votuporanga.
O desfecho do caso teve rápida resposta policial. O autor do crime fugiu logo após a agressão, mas acabou localizado e preso em flagrante por equipes da Polícia Militar nas proximidades do Parque da Cultura, às margens da Rodovia Euclides da Cunha, na manhã de quinta-feira (10). Os agentes também apreenderam o objeto metálico utilizado no ataque. Após o trabalho da perícia e os procedimentos na Central de Flagrantes, o corpo de Carlos Endrico foi trasladado para sua cidade natal e sepultado no Cemitério Municipal de Macaubal.









