sábado, 17 de outubro de 2026

Diretor-geral da PF nega monitoramento a Mendonça e pede manutenção no cargo ao STF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou sua defesa formal ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, negando a realização de qualquer tipo de monitoramento ilícito ou coleta clandestina de dados contra o ministro André Mendonça. No documento entregue nesta sexta-feira, o chefe da corporação sustentou que a elaboração de relatórios de inteligência atendeu estritamente a determinações judiciais do tribunal, rechaçando acusações de desvio funcional e pedindo o indeferimento definitivo de seu afastamento do comando da instituição.

A manifestação de Andrei Rodrigues ocorre após ter sido alvo de uma ordem de afastamento cautelar emitida por André Mendonça na última terça-feira, no âmbito de desdobramentos da Operação Compliance Zero. O diretor-geral e a cúpula da PF retornaram às funções após a intervenção da Advocacia-Geral da União e do presidente do STF, que concedeu prazo de 48 horas para a apresentação da defesa institucional. Na peça jurídica, o delegado justificou que a ausência da assinatura individual de analistas nos relatórios segue normas legais de proteção à identidade de agentes de inteligência e questionou a legitimidade de partidos políticos para solicitarem cautelares contra a chefia da polícia.

A Advocacia-Geral da União também reforçou o pedido de permanência de Andrei Rodrigues no cargo, argumentando ao Supremo que o afastamento da direção estratégica da PF compromete a cadeia de comando da instituição e interfere em competências exclusivas do Poder Executivo Federal. O impasse integra uma sucessão de decisões cruzadas entre integrantes da Suprema Corte, desencadeada após a divulgação de relatórios policiais envolvendo autoridades públicas nas apurações sobre as operações do antigo Banco Master.

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