


O Brasil celebra nesta quarta-feira (19) o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, uma data fundamental para conscientizar a sociedade contra a lesbofobia, combater a violência motivada por orientação sexual e exigir a garantia de direitos civis. O marco resgata a memória de um acontecimento histórico ocorrido há 43 anos, no centro de São Paulo, conhecido como o Levante do Ferro’s Bar.

Em 1983, em pleno regime militar, frequentadoras do estabelecimento se uniram contra a censura da administração do local, que havia proibido a circulação do boletim Chana com Chana. A publicação, lançada em 1981 pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf), foi o primeiro jornal brasileiro voltado exclusivamente para esse público, reunindo debates sobre política, arte e cidadania. O protesto de ocupação, liderado por ativistas como Rosely Roth, tornou-se a primeira manifestação organizada por lésbicas no país, estabelecendo um divisor de águas na busca por espaço e liberdade de expressão.
O mês de agosto concentra momentos marcantes para a comunidade. Além da data celebrada nesta quarta-feira, o país comemora o Dia da Visibilidade Lésbica no próximo dia 29, em referência ao primeiro seminário nacional do movimento, realizado no Rio de Janeiro em 1996. Para ampliar essa representatividade, os movimentos sociais também incorporaram símbolos históricos e culturais à bandeira da diversidade, como o machado de lâmina dupla, associado à força feminina, o duplo símbolo do planeta Vênus e o triângulo preto, em resgate à memória de mulheres perseguidas durante o nazismo.


Frente a episódios de preconceito ou agressão, a população conta com canais públicos gratuitos de ajuda e denúncia. O Disque Direitos Humanos, pelo número 100, funciona de forma sigilosa durante 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados, aceitando chamadas telefônicas ou mensagens pelo aplicativo Telegram. Para situações de emergência e perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada diretamente pelo telefone 190.







