


Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 19 municípios pertencentes ao Departamento Regional de Saúde (DRS) de São José do Rio Preto estão em situação de epidemia de dengue. A região concentra quase um quarto das cidades paulistas que ultrapassaram a taxa de 300 casos para cada 100 mil habitantes, patamar estabelecido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar o cenário epidêmico. Entre os municípios afetados no Noroeste Paulista estão São José do Rio Preto, Votuporanga, Catanduva, Monte Aprazível, Nova Granada, Bálsamo, Cedral e Mirassolândia.

Embora a concentração regional acenda o sinal de alerta, o panorama geral do Estado de São Paulo apresenta uma redução expressiva em comparação com os últimos dois anos. Até o início de setembro, São Paulo contabilizava mais de 58 mil casos confirmados e 41 mortes por dengue, dados consideravelmente inferiores aos registrados no mesmo período de 2025, quando o estado ultrapassava 855 mil infectados e 1,1 mil óbitos, e ao histórico crítico de 2024. A maior taxa de incidência paulista foi registrada no município de São João do Pau D’Alho, na região de Presidente Prudente.
A preocupação das autoridades de saúde volta-se agora para o impacto do fenômeno El Niño, que traz temperaturas elevadas e chuvas irregulares durante a primavera e o verão, criando condições ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Para mitigar os riscos de novos surtos, o governo estadual estruturou um plano de contingência focado no combate ao vetor. Paralelamente, as Unidades Básicas de Saúde mantêm a aplicação da vacina Qdenga para adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto o imunizante Butantan-DV segue com as aplicações temporariamente suspensas devido ao acompanhamento de reações adversas.











