domingo, 26 de julho de 2026

Detentos realizam motim, queimam colchões e ameaçam policiais penais em presídio

Um grupo de seis presos provocou uma confusão no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Nova Independência, no interior de São Paulo. O tumulto começou no momento em que os detentos deveriam voltar para as celas após o encerramento do banho de sol. Eles se recusaram a obedecer às ordens dos policiais penais e, em seguida, atearam fogo em colchões, destruíram as estruturas de um banheiro e fizeram ameaças de morte contra os funcionários da unidade prisional que tentavam conter a situação.

De acordo com informações fornecidas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal), a gravidade do motim foi além do vandalismo material. Os presos quebraram pedaços de concreto e os arremessaram na direção dos servidores públicos. O sindicato também revelou que os rebelados picharam os muros do pátio com siglas que fazem referência a facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios do estado. Este episódio acendeu o alerta na região, sendo apontado pela entidade como o segundo levante de detentos registrado somente este ano nas dependências deste mesmo CDP.

Para restabelecer o controle da segurança, a direção do presídio acionou o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), uma tropa de elite da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) treinada especificamente para lidar com motins em cadeias. Os agentes táticos agiram para apagar as chamas dos colchões e isolar o grupo rebelde. Felizmente, nenhum preso ou policial ficou ferido no confronto. Após o encerramento do motim, os seis responsáveis pelas depredações foram transferidos imediatamente para outro presídio do estado, onde deverão responder a punições disciplinares severas, além de novos processos criminais por danos e ameaça.

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