sexta, 12 de junho de 2026

Desemprego sobe para 6,1% no início do ano, mas renda do brasileiro atinge valor recorde

O mercado de trabalho no Brasil apresentou sinais de mudança no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (30), a taxa de desemprego subiu para 6,1% no período encerrado em março. Embora este seja o patamar mais elevado desde maio do ano passado, o índice ainda é considerado o menor já registrado para este período específico do ano na série histórica. O resultado não surpreendeu especialistas, vindo exatamente dentro do que era esperado pelo mercado financeiro.

A subida no índice foi impulsionada por um aumento de 19,6% no número de pessoas em busca de trabalho em comparação com os três meses anteriores, somando agora 6,5 milhões de desempregados. Ao mesmo tempo, o total de pessoas ocupadas caiu 1%, totalizando 101,9 milhões de trabalhadores. Essa retração na ocupação é explicada pelo IBGE como um movimento sazonal comum de início de ano, quando setores como o comércio e a administração pública encerram contratos temporários firmados no fim do ano anterior. Tanto o emprego com carteira assinada quanto o trabalho informal registraram quedas no trimestre, de 0,6% e 2,1%, respectivamente.

Por outro lado, quem continua no mercado de trabalho tem motivos para comemorar o rendimento financeiro. Mesmo com mais pessoas desocupadas, a renda média real do trabalhador brasileiro alcançou o valor recorde de R$ 3.722. Esse número representa um crescimento de 1,6% em relação ao último trimestre de 2025 e uma alta expressiva de 5,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado, mostrando que o poder de compra de quem está empregado segue em trajetória de valorização.

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