

O mercado de trabalho no Brasil segue apresentando resultados expressivos. A taxa de desemprego no país recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio, registrando o menor índice para esse período desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad, começou a ser realizada pelo IBGE em 2012. O número consolida uma trajetória de queda, superando os 5,8% medidos no trimestre móvel anterior e os 6,2% observados no mesmo intervalo do ano passado. Os dados oficiais foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, dia 26.

De acordo com analistas do IBGE, alcançar esse recorde histórico reforça que a economia brasileira mantém uma tendência sólida de aquecimento, mostrando fôlego para continuar absorvendo novos trabalhadores. Atualmente, o contingente de pessoas sem uma colocação profissional soma 6,1 milhões de brasileiros, um patamar que aponta para estabilidade frente ao começo do ano, mas que despencou mais de 9% quando comparado aos 6,7 milhões de desocupados registrados em maio do ano passado. Por outro lado, o total de cidadãos trabalhando chegou à marca de 102,7 milhões, o que representa um acréscimo de 558 mil pessoas ocupadas em apenas três meses.
Para mapear esse cenário, o IBGE avalia as condições de trabalho da população com 14 anos ou mais, incluindo vagas com ou sem carteira assinada, empregos temporários e profissionais autônomos. A pesquisa visita mais de 210 mil lares em todas as regiões do país e adota um critério rigoroso para definir quem está desempregado: o cidadão precisa ter buscado uma oportunidade de trabalho de forma ativa nos 30 dias anteriores à entrevista.


O levantamento também trouxe boas notícias para o bolso do trabalhador. O rendimento médio mensal do brasileiro ficou estimado em R$ 3.726. Embora tenha apresentado estabilidade em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, o ganho atual é 4% maior do que o recebido no ano passado. Essa comparação é feita em valores reais, ou seja, descontando os efeitos da inflação do período, o que assegura um ganho real no poder de compra da população.
Apesar dos avanços na geração de vagas, a informalidade ainda atinge uma parcela significativa dos trabalhadores. A taxa de informalidade ficou em 37,3%, o que significa que 38,3 milhões de pessoas atuam no mercado sem o amparo da carteira assinada ou, no caso de autônomos, sem o registro de um CNPJ. Esse grupo, que teve uma leve redução comparado aos 37,8% do ano passado, trabalha sem garantias trabalhistas tradicionais, como o seguro-desemprego, as férias remuneradas e o décimo terceiro salário. Em contrapartida, a pesquisa revelou que dois em cada três trabalhadores mantêm suas contribuições para a previdência pública em dia, garantindo o direito a benefícios essenciais como aposentadoria e auxílio por incapacidade.







