quarta, 10 de junho de 2026

Deputado sai em defesa de Zema após ameaças de prisão nos bastidores do STF

O deputado federal Marcel van Hattem manifestou apoio público ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nesta sexta-feira (24), em meio ao acirramento da crise entre o político mineiro e o Supremo Tribunal Federal (STF). A reação do parlamentar ocorreu após a divulgação de relatos de bastidores indicando que integrantes da Corte estariam cogitando medidas extremas contra Zema. De acordo com informações publicadas pela revista Veja, um ministro do Supremo, sob anonimato, chegou a afirmar que as recentes atitudes do ex-governador poderiam resultar em sua prisão.

O conflito central gira em torno de uma sátira publicada por Zema nas redes sociais, que utilizou inteligência artificial para criar uma conversa fictícia entre bonecos que representavam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. No vídeo, os personagens faziam piada com uma decisão real de Mendes, que anulou a quebra de sigilo de uma empresa ligada à família de Toffoli. Gilmar Mendes considerou a peça ofensiva e solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que Zema fosse incluído no inquérito das “fake news”, alegando que a publicação fere a honra dos magistrados e da própria instituição.

O embate ganhou contornos ainda mais polêmicos após uma declaração pública de Gilmar Mendes, que, ao criticar o vídeo, questionou se Zema gostaria de ser retratado como um personagem homossexual, sugerindo que isso seria uma ofensa. A fala foi amplamente criticada por associar a homossexualidade a algo negativo, o que levou o ministro a pedir desculpas posteriormente. Para Marcel van Hattem, a postura dos ministros demonstra desequilíbrio e autoritarismo, classificando as ameaças de prisão como um ataque à própria democracia e à liberdade de expressão.

Em sua manifestação, Van Hattem defendeu que Romeu Zema não deve se intimidar com as pressões vindas de Brasília. O deputado afirmou que o ex-governador está correto ao manter o tom crítico e que o grupo político do Partido Novo permanecerá unido contra o que chamou de “violência por parte do Judiciário”. Enquanto o STF avalia os próximos passos da investigação, a defesa de Zema sustenta que a publicação não ultrapassou os limites do humor e da crítica política, enquanto a Corte reforça que ataques sistemáticos contra seus membros não serão tolerados.

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