

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta terça-feira (7) um requerimento de informação junto ao Ministério do Meio Ambiente para apurar a legalidade do consumo de carne de paca pela primeira-dama, Janja da Silva, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de investigação surgiu após a repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais durante o feriado de Páscoa, no qual Janja aparece preparando o animal silvestre para o jantar presidencial.

No documento enviado ao governo, o parlamentar solicita detalhes sobre a procedência do animal e pede que as autoridades ambientais verifiquem se houve desrespeito à legislação vigente. Sóstenes argumenta que, como a caça da paca é proibida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é fundamental confirmar se o exemplar consumido veio de um criadouro autorizado. Além do requerimento ao ministério, o deputado também solicitou o envio de uma notícia-fato ao Ministério Público para que o órgão avalie se houve crime contra a fauna silvestre.
Embora o consumo da paca não seja totalmente proibido no Brasil, a lei exige que o animal tenha origem comprovada em abatedouros ou criatórios legalizados, que possuem certificação e controle sanitário específicos. Sem essa comprovação de rastreabilidade, o abate e o consumo podem ser enquadrados como irregularidades ambientais. A iniciativa do deputado busca esclarecer se a gestão federal seguiu os protocolos exigidos para o manejo de espécies nativas, reforçando o debate sobre a transparência e o cumprimento das normas de preservação por parte de autoridades públicas.








