segunda, 13 de abril de 2026

Deputado federal critica financiamento público de produções com conteúdo adulto

O pré-candidato a deputado federal Rubinho Nunes utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (6) para questionar a aplicação de recursos públicos no setor audiovisual brasileiro. Em um vídeo publicado em seus perfis oficiais, o político manifestou contrariedade em relação ao financiamento de obras que contêm cenas de sexo explícito, argumentando que o dinheiro dos impostos pagos pelos trabalhadores não deveria ser destinado a produções de entretenimento adulto. Segundo o pré-candidato, o cidadão comum acaba financiando involuntariamente projetos que, em sua visão, não possuem interesse público.

Como exemplo de sua crítica, Rubinho mencionou o filme “Seguindo todos os protocolos”, dirigido por Fábio Leal, que obteve recursos por meio da Lei Aldir Blanc no estado de Pernambuco. Além desta obra, ele citou outros títulos como “Deus Tem Aids” e “Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo”, apontando que tais produções costumam circular em festivais de cinema que contam com o patrocínio de empresas estatais. O parlamentar levantou dúvidas sobre os critérios de seleção desses projetos e sobre o retorno que essas obras oferecem à sociedade.

Outro ponto abordado no vídeo foi o alcance de público do cinema nacional. Rubinho Nunes afirmou que muitos dos filmes financiados pelo Estado apresentam baixa adesão de espectadores, o que reforçaria a necessidade de uma revisão profunda nos modelos de fomento à cultura. Para ele, existe uma desconexão entre o que é produzido com verba pública e o interesse da maioria da população, sugerindo que o debate sobre o destino das verbas para o audiovisual precisa ganhar mais transparência e rigor técnico.

O pré-candidato defende que o governo estabeleça critérios mais claros para a liberação de incentivos fiscais e editais culturais. Ele propõe uma discussão ampla sobre a aplicação desses recursos, sugerindo que o financiamento estatal deve priorizar obras de maior impacto social ou educativo. O posicionamento do político gerou debates nas redes sociais, reacendendo a discussão sobre os limites da liberdade artística e a responsabilidade na gestão do dinheiro público no setor cultural brasileiro.

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