sexta, 19 de junho de 2026

Deputado denuncia marqueteiro do MBL ao Ministério Público por racismo contra Vinícius Júnior

O deputado estadual Gil Diniz, do PL de São Paulo, protocolou uma representação criminal no Ministério Público contra Eduardo Bisoto, coordenador de comunicação do Movimento Brasil Livre (MBL). A denúncia foi motivada por um episódio ocorrido durante uma transmissão na internet, na qual o marqueteiro utilizou uma palavra de teor racista para se referir ao jogador de futebol Vinícius Júnior, estrela da Seleção Brasileira e do Real Madrid.

O caso aconteceu enquanto Bisoto, que atualmente cuida da estratégia de comunicação da pré-candidatura de Renan Santos à Presidência da República pelo partido Missão, comentava os lances de um amistoso de futebol entre as seleções do Brasil e do Egito. Durante a reação ao vivo, o comunicador chamou o atleta de “mono”, que significa macaco em espanhol. Logo após proferir a ofensa, ele chegou a ser advertido por uma mulher que também participava da gravação, e o vídeo da transmissão foi tirado do ar logo em seguida.

No documento encaminhado aos promotores de Justiça, o parlamentar paulista enfatizou o caráter discriminatório e a gravidade do termo empregado pelo profissional de marketing. O deputado ressaltou que a palavra é historicamente utilizada em estádios europeus e plataformas digitais como uma forma de agressão verbal e injúria racial contra atletas negros. Para Gil Diniz, o fato de a ofensa partir de alguém que ocupa uma posição de liderança estratégica na comunicação de uma campanha presidencial torna o episódio ainda mais alarmante.

O deputado estadual classificou a conduta como inaceitável, argumentando que o ambiente digital não pode ser utilizado por operadores políticos para espalhar preconceitos e discursos que segregam a sociedade. Ao manifestar repulsa ao ocorrido, o parlamentar defendeu que o racismo é uma prática criminosa que atenta contra as leis do país e não deve ser tolerada em uma democracia. A representação agora está nas mãos do Ministério Público, que deverá avaliar o teor das imagens e das declarações para decidir sobre a abertura de um processo judicial contra o coordenador do MBL.

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