


Assiste-se, atualmente, a um constante aumento de casos de depressão no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o número de pessoas com depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015 no mundo, conforme relatório global da OMS (OMS/OPAS, 2017; Sanvesso; Nalli, 2024). Depressão é um transtorno de humor, que rege as atitudes dos sujeitos e modifica a “percepção de si mesmos, passando a enxergar suas problemáticas como grandes catástrofes” (Esteves; Galvan, 2006, p. 127). Embora existam tratamentos eficazes, a depressão, em casos mais graves, pode levar à ideação suicida ou mesmo ao suicídio (OMS/OPAS, 2017).

Em idosos, a depressão advém de maior propensão a vivenciarem eventos que envolvam uma perda (morte da pessoa amada, perda da vizinhança familiar) e outras fontes de estresse (mudança de local de moradia, redução da renda, piora de uma doença crônica, perda gradativa da independência, isolamento social). Seus sintomas se assemelham aos da demência: lentidão do pensamento, diminuição da concentração, confusão, problemas de memória, tristeza. A causa fundamental da depressão não está clara, mas inclui uma série de fatores predisponentes como tendência familiar (hereditariedade), eventos emocionalmente angustiantes especialmente os que envolvem uma perda e ser do sexo feminino (Coryell, 2025).
A depressão mata de forma silenciosa e desinteressada, ao passo que suas causas e marcas passam despercebidas no cotidiano, o que possibilita aumentar suas vítimas. Assim, reconhecer os sinais de depressão é o primeiro passo para buscar ajuda e tratamento adequado, bem assim melhorar a qualidade de vida (Sanvesso; Nalli, 2024), uma vez que a depressão se mostra como um problema inadiável e uma doença mental de elevada prevalência, que tende a ser crônica e recorrente, principalmente quando não tratada, e a mais associada ao suicídio (OMS/OPAS, 2017). Resultante de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos, a depressão acomete especialmente pessoas que passaram por eventos adversos e estressantes como desemprego, luto, trauma psicológico e, desta forma, propendem a desenvolver depressão ou estados depressivos que podem levar a mais estresse e disfunção, além de piorar a situação de vida da pessoa acometida e o próprio transtorno.

















Soares, Costa e Mesquita (2006), OMS/OPAS (2017) e Pinheiro et al. (2025) advertem sobre a correlação entre depressão e saúde física e mostram a existência de forte relação bidirecional entre o TDM e as alterações cardiovasculares, isto é, a depressão pode afetar a saúde cardiovascular e vice-versa. Avaliam que os programas de prevenção reduzem a incidência da depressão e, como exemplo, elencam, entre as estratégias comunitárias eficazes para prevenir essa condição, os programas escolares promotores de pensamento positivo entre crianças e adolescentes (diminuem os sintomas depressivos dos pais e melhoram os resultados de seus filhos), intervenções direcionadas aos pais de crianças com problemas comportamentais, além de programas de exercício para pessoas idosas que podem ser eficazes para prevenir a depressão.

















Os sintomas da depressão se manifestam na interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos, e pela vivência de eventos adversos (Chinazzo et al., 2022). O manual estatístico e diagnóstico das doenças mentais (DSM-V) reúne: sentir-se deprimido na maior parte do tempo, ter reduzido seu interesse ou prazer em atividades rotineiras (anedonia); passar por frequentes episódios de insônia ou hipersonia, perda ou ganho significativo de peso sem motivo aparente; apresentar problemas psicomotores, fadiga ou perda de energia, dificuldade de concentração; ter sensação de inutilidade ou culpa exacerbada, manifestar estados de apatia e ideias recorrentes de morte ou pensamentos suicidas (APA, 2014; Fonseca, 2023; Sanvesso; Nalli, 2024).
Quando o estado depressivo dura no mínimo duas semanas, caracteriza-se como Transtorno Depressivo Maior, enquanto no Transtorno Depressivo Persistente todos esses sintomas se intensificam por dois anos no mínimo ou podem estender-se até pela vida toda (Coryell, 2025). Vale lembrar que a psiquiatria contemporânea tende a tomar como patológicas algumas modalidades de conduta e experiências outrora tidas por normais, como o luto, a distração e a impulsividade e bem direcioná-las ao diagnóstico de depressão, recorrendo aos neurofármacos como modo privilegiado, quan¬do não exclusivo, de tratamento do sofrimento psíquico nas suas diversas formas (Peters, 2021).
A gravidade do estado depressivo é avaliada pela recorrência/predominância dos sintomas. Nos Estados Unidos, a expectativa de um norte-americano experimentar sintomas de depressão é cerca de 20% e de sofrer um episódio depressivo ao longo da vida é de 10% a 15% com base em dados de saúde mental (Goodwin et al., 2022). De 2015 a 2019, houve aumentos generalizados na depressão sem aumentos proporcionais no tratamento e, em 2020, a depressão nos últimos 12 meses foi prevalente entre 1 em cada 10 americanos e quase 1 em cada 5 adolescentes e jovens adultos. Segundo esses resultados, torna-se urgente uma ação decisiva que envolva uma campanha multifacetada de saúde pública que inclua prevenção e intervenção baseadas em evidências para enfrentar e superar esta crise de saúde mental em curso.
No Brasil, a taxa de prevalência de depressão ao longo da vida é de 20% para mulheres e 12% para homens de acordo com o Ministério da Saúde (Brasil, 2015). O transtorno depressivo maior, também conhecido como depressão clínica, é definido pelo DSM-5 com base no número e duração dos sintomas (APA, 2014). A depressão cresce ainda mais nos países desenvolvidos, especialmente em crianças e jovens. A maioria daqueles que buscam ajuda recebe tratamento inadequado, ou não recebe tratamento algum (Zanonato; Costa; Aosani, 2021; Sanvesso; Nalli, 2024).
Os sinais da presença de depressão podem ser assim englobados em: tristeza profunda, distúrbios do sono, pensamentos negativos, desinteresse por fazer atividades simples e apatia, baixa autoestima, desleixo com a aparência, dores físicas (psicossomáticas), rejeição, irritabilidade, ideias agressivas, choro frequente, desolação e múltiplas queixas somáticas (insônia, fadiga, anorexia), atraso motor ou agitação, mudanças comportamentais repentinas, rejeição a discutir determinados assuntos (Chinazzo et al., 2021; Santos-Vitti; Faro; Baptista, 2020; Sacramento et al., 2021; OPAS, 2025). Tem diagnóstico facilitado pela presença dos sintomas e por um bom conhecimento teórico do avaliador (médico, psicólogo, terapeutas etc.), mas sua dinâmica, origens, relações objetais e concepções ainda levantam questionamento que conduzem a interpretações equivocadas e prejuízos a um possível tratamento (Esteves; Galvan, 2006).
Embora a tristeza profunda e melancolia, apatia, falta de ânimo, perda de peso, apetite reduzido e insônia sejam características similares ao quadro do transtorno depressivo maior (TDM), também chamado de depressão maior (Coryell, 2025), esses sentimentos também são comuns a pessoas que vivenciam uma perda, sobretudo a da morte, pois tais características integram o processo do luto. Oportuno lembrar que os traços mentais distintivos da melancolia são representados por um desânimo profundamente penoso, pela cessação de interesse pelo mundo externo, perda da capacidade de amar, inibição de toda e qualquer atividade e por uma diminuição do sentimento de autoestima que se expressa como autorrecriminação e autoenvilecimento, culminando com delírios de punição (Freud (1996).
Caracteriza-se a depressão por grande sofrimento psíquico e abrange desde os mais “complexos afazeres até as questões pessoais mais básicas” (Fonseca, 2023, p. 24396). Em Psicologia e em Psiquiatria Clínica, a depressão não se refere apenas a um humor deprimido, mas a uma síndrome complexa caracterizada por alterações de humor, de psicomotricidade e por uma variedade de distúrbios somáticos (Crivelatti; Durman; Hofstatter, 2006).
A depressão não advém da fraqueza de caráter ou da falta de tentar sentir-se melhor. A classe social, a origem étnica e fatores culturais aparentemente não influenciam diretamente a possibilidade de uma pessoa tornar-se depressiva ao longo da vida. Fatores genéticos, porém, parecem ser os maiores contribuintes para a depressão em aproximadamente metade das pessoas que a têm: é mais comum, por exemplo, em parentes de primeiro grau, acentuadamente em gêmeos idênticos (Coryell, 2025; OPAS, 2025). As mulheres, contudo, são mais afetadas pela depressão do que homens, envolvendo alguns problemas de saúde geral e efeitos colaterais de alguns medicamentos (Coryell, 2025).
Muitos fatores depressivos estão particularmente associados à adolescência, envolvendo aspectos psicoativos e sociais, como histórico familiar de depressão, isolamen¬to social, abandono, experiências traumáticas (exposição à violência in¬trafamiliar, conflitos familiares, abusos físico ou sexual), transtornos de humor e personalidade, doença mental, impulsividade, estresse, uso de álcool e outras drogas, suporte social deficitário, desespero e incapaci¬dade, vulnerabilidade gerada pela po¬breza, decepção amorosa, homossexualismo, bullying, pressão de controle externo (por dificuldades de adequação aos padrões sociais), uso excessivo de tecnologia e exploração da identidade, condições de saúde desfavoráveis, baixa autoestima, rendimento escolar deficiente, dificuldades de relacionamento, fragilização de vínculos familiares, comportamento de alto risco, dentre outros (Biazus; Ramires, 2012; Braga; Dell’Aglio, 2013; Santos-Vitti; Faro; Baptista, 2020; Silva; Siqueira, 2021; França et a., 2022; Coryell, 2025).
Como transtorno mental frequente, a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades, e constitui a principal causa de incapacidade em âmbito mundial, além de contribuir para o advento de forte carga global de outras doenças (OPAS, 2025). O relatório da OMS (OMS/OPAS, 2017) apontou a existência de 322 milhões de pessoas vivendo com esse transtorno mental no mundo, com prevalência entre as mulheres. No Brasil, o relatório mostra ainda que a depressão atinge 5,8% da população brasileira (11.548.577), enquanto distúrbios relacionados à ansiedade afetam 9,3% (18.657.943) de brasileiros. Para o aumento dos casos de depressão contribuem baixos níveis de reconhecimento e falta de acesso a tratamentos, conjugados ao estigma associado a esse transtorno mental, que também permanece elevado (OMS/OPAS, 2017; Araújo et al., 2025).
Apesar do alto número de casos, o estigma, o preconceito em relação à doença e a falta de informação e de validação do sofrimento psíquico produzem reflexos na dificuldade de realizar o diagnóstico e na demora de se buscar assistência, o que tende a inviabilizar o acesso ao tratamento adequado (Baptista; Zanon, 2017; Silva; Carvalho, 2017; Soeiro et al., 2022; Pereira et al., 2025). Barroso et al. (2018) e Zanonato, Costa e Aosani (2021) arguem que esse estigma impacta o comportamento dos indivíduos e produz intenso sofrimento psíquico, uma vez que muitos deles preferem ocultar sua condição depressiva, o que acaba por produzir obstáculos à integração social, à vida social plena e ao sucesso do tratamento. Além de causar maior grau de sofrimento ao indivíduo, o estigma o silencia e o faz negar a existência de sua psicopatologia, adiando o diagnóstico e o tratamento adequado para a doença. Em geral, pessoas acometidas por uma doença mental tendem a desenvolver “comportamentos de vergonha, exclusão, medo, isolamento e manutenção da doença em segredo, porque essa traz uma imagem associada à loucura” (Zanonato; Costa; Aosani, 2021, p. 10944).
Sacramento et al. (2021) e Soeiro et al. (2022) ressaltam que, em se tratando de uma condição estigmatizada, a depressão pode gerar sentimentos de vergonha, culpa e medo, aumento do isolamento e da solidão decorrentes de uma compreensão equivocada de que ela expressa sinal de fraqueza ou fragilidade diante de tensões ou pressões sociais. Vale destacar que a maioria das pessoas acometidas pela depressão se refere a ela como tabu que tende a estigmatizar o indivíduo pessoal e socialmente, o que contribui para a dificuldade em procurar ajuda de serviços de saúde mental.
Para Rocha, Hara e Paprocki (2015, p. 595), o estigma relacionado à doença mental é “pernicioso e gera preconceito e discriminação. Envolve a pessoa que sofre do transtorno psiquiátrico, seus familiares, a medicação e outras formas de tratamento, [além das] instituições onde o tratamento é realizado”. O estigma, por fim, produz consequências negativas que interferem nas percepções internas, nas emoções e nas crenças pessoais e produz baixa autoestima, vergonha e autodesvalorização relativa ao desempenho de seu papel social. A principal consequência do estigma, porém, é representado pelo obstáculo à recuperação e reabilitação do indivíduo, melhor efetividade da assistência psiquiátrica e melhor qualidade de vida daquele que sofre de transtorno mental e de seus familiares, tanto quanto da equipe que cuida dele e da comunidade em seu entorno.
A depressão provoca impactos pessoais e sociais significativos, afetando a vida individual e a sociedade como um todo. Tais impactos incluem dificuldades no trabalho, relacionamentos, saúde mental e qualidade de vida, gerando custos econômicos e sociais. Contudo, o principal impacto da depressão é a expressiva perturbação na vida da pessoa afetada, levando a intenso sofrimento e a prejuízos em áreas como trabalho, escola e relações familiares (Lemos; Matos; Aguiar, 2021; Coryell, 2025; OPAS, 2025).
Esses impactos abrangem áreas e aspectos diversos. Conforme Lima e Fleck (2010), Lemos, Matos e Aguiar (2021), Brito et al. (2024), Araújo et al. (2025), Coryell (2025) e OPAS (2025), dentre outros, se enquadram:
- saúde mental (sofrimento emocional, tristeza profunda, perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no sono e apetite, fadiga, concentração comprometida e ideação suicida);
- saúde física: piora de quadros clínicos (aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes e problemas oncológicos); dor crônica (intensifica dores físicas e causa dores crônicas), problemas metabólicos (ganho de peso e diabetes): aumento dos custos de saúde (no sistema de saúde com tratamentos e internações), perda de produtividade (prejuízos econômicos pela redução da produtividade);
- qualidade de vida: em todas as áreas da vida, como trabalho, estudos, relacionamentos interpessoais, atividades sociais e saúde física;
- funcionamento social e profissional: dificuldades no desempenho profissional, afastamento social e isolamento;
- risco de suicídio: depressão como uma das principais causas, especialmente entre jovens, com impactos devastadores na sociedade;
- na vida pessoal: sofrimento emocional (tristeza profunda, perda de prazer, desinteresse geral pela vida), dificuldades cognitivas (concentração, memória, tomada de decisões), isolamento social (relações sociais pobres, falta de participação nas atividades sociais), alterações de sono e apetite, aumento do risco de doenças (obesidade, doenças cardíacas, abuso de substâncias);
- no trabalho: redução da produtividade (incapacidade de concentração e ineficiência no trabalho), faltas e atrasos (não manter rotina e cumprir horários), perda de interesse (desmotivação, desinteresse pelas atividades laborais), afastamentos (absenteísmo e, em casos mais graves, afastamento do trabalho), socialização prejudicada.
Para Coryell (2025), a “depressão é um sentimento de tristeza e/ou diminuição do interesse ou prazer em realizar atividades que se torna um transtorno quando for suficientemente intenso a ponto de afetar o desempenho de funções”. Este sentimento pode advir de uma perda recente ou de algum evento triste, mas é “desproporcional em relação ao acontecimento e se prolonga por mais tempo do que seria normal”. É importante lembrar que a depressão é uma doença tratável, combinando tratamento medicamentoso e psicoterapia; buscar ajuda profissional é fundamental para a recuperação (Canale; Furlan, 2006; Sanvesso; Nalli, 2024).
Além do impacto individual, a depressão exerce um ônus significativo sobre a sociedade. Estima-se que essa condição contribua para a carga global de doenças e cause um custo econômico substancial ao sistema produtivo e de saúde devido a tratamentos médicos, dias perdidos no trabalho, diminuição da produtividade e altos custos físicos e psicológicos ao deprimido (OPAS, 2025). Ainda: os custos da assistência médica ao indivíduo depressivo, tempo de trabalho perdido e diminuição da qualidade de vida associam-se de forma clara e consistente com transtornos depressivos. Os eventos produtores da depressão podem estar vinculados a diferentes impactos de acordo com o período da vida, embora, mais importante que o evento em si, seja a percepção do próprio evento: o acúmulo de eventos desagradáveis parece ser fator que predispõe a pessoa a episódios depressivos; além disso, o impacto social da depressão inclui a incapacidade individual e o fardo familiar associado à doença.
Para Kunkel et al. (2024), a depressão traz forte impacto a toda a família do deprimido pelo entendimento falho do comportamento manifesto, necessitando da ajuda de profissionais de saúde que podem auxiliar no tratamento do usuário, reduzir internações e diminuir conflitos intrafamiliares e a carga sobre os cuidadores. Os familiares representam ponto importante no cuidado e tratamento do sujeito com transtorno depressivo, mas se destaca que o convívio com uma pessoa depressiva é complexo e desgastante pelo convívio diário com o desânimo do deprimido, na maior parte do tempo recolhido na cama, sem ânimo para sair ou realizar alguma atividade, com perda de autoestima e contaminação de seus estado de ânimo depressivo. Ademais, a depressão vem, geralmente, associada à ansiedade e afeta a pessoa que sofre e seu círculo mais próximo, carreando um sentimento de impotência, tristeza e culpa por não se conseguir ajudar mais, embora depressão e ansiedade não estejam associadas a uma condição de saúde que requer tratamento adequado.
Araújo et al. (2025) investigaram os impactos negativos dos estigmas sociais mais frequentes (diagnóstico, tratamento e cotidiano) dos brasileiros afetados pela depressão e constataram que a “estigmatização exerce uma influência significativa na evolução clínica dos pacientes com depressão […], afetando negativamente sua adesão ao tratamento e sua qualidade de vida”. O estigma, quando associado à saúde mental, resulta em atraso na procura de ajuda médica, no tratamento insuficiente, nos maus resultados e nas violações dos direitos humanos. Acrescentam-se baixa qualidade assistencial, dificuldade de acesso à saúde por essa população, formação de um rótulo negativo e fixo ao ser revelado o diagnóstico, a formação de crenças comuns sobre a depressão como fraqueza ou algo vivenciado por “gente louca”, sentimento de “diminuição” como pessoa, isolamento social, desemprego e baixo rendimento, baixa autoestima, baixa autoconfiança e baixa qualidade de vida; sentimento de incapacidade econômica e cultural.
A depressão referencia uma doença que pode aumentar o risco de suicídio, afetar vários aspectos da vida de um indivíduo e dificultar a execução de tarefas diárias simples, ações cotidianas e obrigações profissionais – o que reduz a produtividade e o enfrentamento de riscos de acidentes. A depressão é causa importante do cometimento de suicídio ou de tentativas de suicídio (Jorgetto; Marcolan, 2021): quando grave e não tratada, pode levar ao suicídio, por provocar intensos sentimentos de culpa, perda de valor e tristeza profunda e desesperança (Biazus; Ramires, 2012; CFP, 2013; Jorgetto; Marcolan, 2021; França et al., 2022; Coryell, 2025). Nestas situações, a sensação de que o problema não tem fim ou solução pode resultar em pensamentos ou ideações suicidas, como se o suicídio delimitasse o último reduto para acabar com o sofrimento, muitas vezes, intenso (Moreira; Souza, 2017; Scavacini, 2018; Penso; Sena, 2020).
Há, pois, estreita relação entre depressão e risco, tentativa ou consumação do suicídio, em que a consumação aparece como solução definitiva para todos os problemas que atingem a existência humana (Canale; Furlan, 2006; Esteves; Galvan, 2006; Barbosa; Botega, 2014; Cremasco; Baptista, 2017; Penso; Sena, 2020). Parece existir uma ralação causal entre depressão e suicídio, já que o comportamento suicida pode ser considerado como um dos sintomas do transtorno depressivo (Barbosa; Macedo; Silveira, 2011; Assumpção; Oliveira; Souza, 2018): pode iniciar-se com uma melancolia crônica, seguida de ideação suicida (sintoma da depressão), com significativa correlação entre os transtornos mentais e a tentativa de suicídio. Para Cremasco e Baptista (2018, p. 24), o comportamento suicida se caracteriza como preocupação, desejo ou ato que objetiva “gerar dano para o próprio sujeito, sendo que as ideias, desejos suicidas (ideação suicida), os comportamentos suicidas sem morte ou até mesmo os suicídios que foram consumados fazem parte deste quesito”. A ideação suicida tem sido apontada como um dos preditores para se verificarem os riscos ao ato suicida, podendo afetar diferentes populações.
Diversos fatores predispõem uma pessoa ao suicídio ou tentativa de suicídio, entre os quais se encontram os transtornos mentais (depressão, bipolaridade, bordeline), presença de agentes estressores ao longo da vida, contextos da vida (histórico familiar, privação social, doenças psiquiátricas), e fatores genéticos, solidão, tristeza, estigma e tabu relacionados à depressão e ao suicídio (Braga; Dell’Aglio, 2013; Gonçalves et al., 2018; Cardoso; Cecconello, 2019; Jorgetto; Marcolan, 2021; Aguiar et al., 2022). São fatores que podem contribuir para a depressão: histórico familiar, eventos de vida (como experiências traumáticas, perdas, estresse crônico e problemas de relacionamento que podem desencadear ou agravar a depressão); problemas de saúde (doenças físicas e crônicas), uso de substâncias (álcool e drogas que contribuem para o desenvolvimento ou agravamento da depressão), fatores socioeconômicos (pobreza, desemprego, falta de acesso a serviços de saúde).
É importante verificar, contudo, se se apresenta o episódio depressivo maior diante de autoestima reduzida, uma vez que, no processo do luto, a autoestima é preservada, mas não na depressão (Moreira; Souza, 2017). Todavia, para se constatar a presença de um TDM, é necessária uma investigação clínica com base na história de vida do indivíduo, em que está presente pelo menos um destes sintomas: humor deprimido (sentir-se triste, vazio, choroso, sem esperança) ou perda de interesse ou prazer, insônia ou hipersonia quase todos os dias, fadiga ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada, capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, indecisão, pensamentos recorrentes de morte (além do medo de morrer), ideação suicida recorrente sem plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio (DSM-5, 2014; Moreira; Souza, 2017; Chinazzo et al., 2021; Ribeiro; Marteleto, 2023).
Além dos programas de prevenção, o tratamento da depressão combina tratamentos farmacológicos, intervenções psicoterapêuticas e medidas ambientais em diferentes proporções em dependência da etiopatogenia do quadro.
O tratamento farmacológico sugere decidir entre os diferentes antidepressivos com base nas características sintomáticas do quadro depressivo, comorbidades, efeitos colaterais, interações farmacológicas e disponibilidade no ambiente (Almeida et al., 2021). Esse tratamento lança mão de medicamentos antidepressivos que atuam como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), noradrenalina, antidepressivos tricíclicos, antagonistas dos receptores de 2ª da serotonina, inibidores das monoaminoxidases dentre outros. O tratamento é individualizado e cada paciente recebe uma análise médica do quadro depressivo e uma análise farmacológica da reação deste medicamento no organismo humano (Vargas et al., 2022). Coryell (2025) sustenta, por exemplo, que os ISRSs são os antidepressivos mais frequentemente recomendados para idosos deprimidos, uma vez que são menos propensos a provocar efeitos colaterais (citalopram e escitalopram são especialmente úteis).
Como tratamento não-farmacológico, nas abordagens de atendimento psicológico à depressão, consideram-se as dimensões psicossocial e comunitária efetivadas por meio do conjunto de ações técnico-assisten¬ciais que alimentam as práticas dos profissionais. Particularmente, a psicologia na depressão objetiva avaliar, diagnosticar, tratar e oferece suporte emocional ao paciente por meio de terapêuticas diversificadas no sentido de auxiliar o indivíduo a lidar com a doença em busca de seu bem-estar (Motta; Moré; Nunes, 2017). De modo geral, o atendimento é realizado em estrutura institucional articulada à prática dos psicó-logos no atendimento clínico em saúde mental. Os processos de intervenção ocorrem por meio da escuta sensível da demanda (Dutra, 2008; Mariotti et al., 2023) e considera as cir¬cunstâncias da elaboração de projetos terapêuticos que permitam oferecer o cuidado integral do usuário diagnosticado com depressão.
O papel do psicólogo na depressão é fundamental, e cuja tarefa compreende avaliar, diagnosticar, tratar os sintomas da doença e oferecer suporte emocional ao paciente durante todo o processo de tratamento e recuperação. Entre os instrumentos à disposição do psicólogo está o emprego de diversas ferramentas (questionários, entrevistas clínicas, observação comportamental), tendo em vista elaborar um diagnóstico preciso e escolher a abordagem ideal (Motta; Moré; Nunes, 2017; Mariotti et al., 2023).
Em depressão moderada e grave, podem ser eficazes os tratamentos psicológicos, como tratamentos psicossociais (geralmente efetivos para depressão leve), ativação comportamental – “ferramenta de psicoterapia, planejada como intervenção para o quadro do paciente, uma vez que se relaciona às emoções do paciente, gera a mudança de humor e comportamento” e se traduz como intervenção terapêutica visando a aumentar o envolvimento do indivíduo em atividades prazerosas e significativas, combater a tendência à inatividade e ao isolamento social que podem acompanhar a depressão (Alves; Bonvicini, 2022, p. 1) –, terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia (individual ou grupal) ou administração cautelosa de medicamentos antidepressivos, eficazes em depressão moderada-grave observando-se, nestes casos, a possibilidade de efeitos adversos associados aos antidepressivos, com a possibilidade de oferecer substitutos medicamentosos adaptados à preferências individuais (Baptista et al., 2007; Gonçalves et al., 2022; OPAS, 2025).
A psicoterapia, individual ou grupal, é um reconhecido instrumento dessas práticas. Recomenda-se a psicote¬rapia individual que possui eficácia reconhecida em distintas abor¬dagens teóricas. Segundo Ferreira Neto e Kind (2010), o atendimento individualizado possibilita atendimento personalizado, direcionado, focado no processo patológico, em contraste com o atendimento em grupo que configura estratégia terapêutica prio¬rizada nas ações em saúde mental (Brasil, 2013; Motta; Moré; Nunes, 2017), que busca fortalecer ou construir redes sociais, constituindo-se fator de saúde (Ferreira Neto; Kind, 2010). No tratamento psicológico da depressão, a psicoterapia em grupo é considerada mecanismo tão eficaz quanto o atendimento individual, sendo também recomendada por organismos de saúde, além de permitir contemplar ações psicoeducacionais na construção de processo de autonomia do usuário de saúde.
Esses recursos, em conjunto com as políticas públicas de atenção à saúde mental (Albuquerque, 2022), constituem ferra¬mentas disponíveis ao profissional de Psicolo¬gia para atender o paciente com depressão a partir de perspectiva psicossocial, a qual contribui para o atendimento integral ao usuário a fim de buscar a su¬peração de modelos tradicionais de saúde men¬tal (Brasil, 2013; Motta; Moré; Nunes, 2017). Nesse sentido, investigar como os profissio¬nais desenvolvem suas ações possibilita entender o impacto das diretrizes das políticas públicas nas propostas de intervenção dos que atuam na rede pública de saúde.
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