domingo, 23 de agosto de 2026

Denúncias sobre qualidade e quantidade da merenda escolar mobilizam mães e servidoras em Ouroeste

Mães de alunos e funcionárias da rede municipal de ensino de Ouroeste vêm apontando uma queda acentuada na qualidade e no volume da alimentação escolar servida aos estudantes nos últimos meses. Relatos e registros em áudio revelam insatisfações relacionadas a pratos preparados com excesso de óleo, supostos episódios de oferta de itens deteriorados e porções reduzidas que deixam crianças com fome ao fim do período das aulas.

Segundo as denúncias, alimentos como carne moída estariam sendo entregues às escolas cobertos por camadas de gordura, situação que fez com que algumas servidoras deixassem de consumir as refeições. Há também relatos sobre a distribuição de beterraba com sinais de deterioração e queixas quanto ao racionamento de itens como lanches e quitutes, que não permitem repetição. A redução das porções afeta de forma ainda mais severa crianças com seletividade alimentar, que encontram dificuldades para se alimentar caso a opção disponível apresente problemas no preparo ou quantidade insuficiente.

As queixas contrastam com o cenário de anos anteriores, quando a merenda municipal era elogiada pelas famílias e pela comunidade escolar. Por temores de sanções administrativas, as identidades das denunciantes foram preservadas. O material coletado deverá ser encaminhado aos órgãos de fiscalização, incluindo o Conselho de Alimentação Escolar e a Vigilância Sanitária, para apuração técnica sobre os processos de compra, armazenamento e preparo, enquanto a Prefeitura de Ouroeste e a Secretaria de Educação permanecem com o espaço aberto para prestar os devidos esclarecimentos públicos.

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