


A delegada Raquel Kobashi Gallinati Lombardi manifestou-se publicamente nesta sexta-feira (1º) sobre o chocante caso de estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na Zona Leste de São Paulo. Três adolescentes foram apreendidos pela Polícia Civil na última quinta-feira (30) por participação no crime, que foi gravado pelos próprios agressores em uma comunidade na região de São Miguel Paulista.

Em um forte desabafo, a delegada criticou o que chamou de “romantização” de atos bárbaros cometidos por jovens e afirmou que a idade não deve servir de escudo para a impunidade. Raquel Lombardi questionou a eficácia do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sugerindo que a legislação atual muitas vezes parece proteger o infrator em vez de oferecer uma resposta firme do Estado e garantir a proteção necessária às vítimas. Para ela, a tentativa de justificar ou relativizar crimes dessa gravidade configura uma forma de conivência com a barbárie.
O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas as autoridades só foram notificadas três dias depois, uma vez que a família das vítimas estava com medo de denunciar o ocorrido. Além dos três jovens já apreendidos, a polícia identificou outros dois envolvidos: um quarto adolescente e um adulto. O homem encontra-se foragido na Bahia, mas a prisão ainda depende de autorização do Tribunal de Justiça de São Paulo, que declarou não comentar decisões judiciais. O caso segue sob investigação para localizar os demais responsáveis e garantir a responsabilização pelo abuso das crianças.
























