domingo, 4 de outubro de 2026

Defesa de veterinária ré em caso de venda de sangue de gatos se manifesta pela primeira vez

A defesa da médica veterinária Thaís Daniele Antonussi manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a ação penal em que a profissional é ré por suspeita de integrar um esquema de coleta e comercialização clandestina de sangue felino no interior paulista. Em declarações oficiais, o advogado Daniel Seixas Rondi sustentou que sua cliente atuou de boa-fé, desconhecia a insalubridade do processo de retirada efetuado em Monte Alto e destacou que, quase um ano após a deflagração da investigação, a profissional sequer foi ouvida pela Polícia Civil para apresentar sua versão dos fatos.

A ausência do depoimento da investigada consta nos relatórios policiais do inquérito instaurado em São José do Rio Preto, onde duas cartas precatórias retornaram sem o cumprimento da oitiva. A defesa contesta a versão de que a cliente estivesse em local incerto e afirma que peticionou nos autos ainda em outubro de 2025 para colocar a veterinária à disposição da Justiça. Paralelamente, o advogado argumenta que Thaís contratava a prestação de serviços acreditando na legalidade da triagem, exigindo documentação dos tutores, nota fiscal e exames laboratoriais das bolsas recebidas, além de negar qualquer sociedade com outros veterinários citados na denúncia.

Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo sustentou na acusação que a investigada exercia o comando das rotinas operacionais do grupo, negociando pagamentos diários a intermediários conforme mensagens registradas em aplicativos de conversa. Apesar da gravidade das alegações, a Justiça de Monte Alto indeferiu os pedidos liminares da promotoria que solicitavam a suspensão do registro profissional e das atividades acadêmicas da ré, sob o entendimento de que a medida configuraria antecipação de pena. Os acusados respondem no processo pelos crimes de maus-tratos a animais e associação criminosa.

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