quarta, 15 de abril de 2026

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para cuidador em prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (2), solicitando que o irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Carlos Eduardo Antunes Torres, seja autorizado a atuar como seu cuidador. O pedido surge em meio ao cumprimento da prisão domiciliar imposta ao ex-mandatário, cujas regras atuais limitam rigorosamente a circulação de pessoas na residência da família.

No documento enviado à Corte, os advogados argumentam que a presença de um acompanhante é necessária devido à rotina dos demais familiares. Segundo o ofício, Michelle Bolsonaro possui compromissos que exigem sua ausência frequente de casa, enquanto a filha do casal, Laura, e a enteada, Letícia Firmino, possuem atividades escolares e profissionais que ocupam a maior parte do dia. A defesa alega que essas ausências dificultam a realização de tarefas cotidianas simples, como a compra de alimentos, justificando assim a necessidade de um suporte adicional.

Os advogados destacam que Carlos Eduardo é uma pessoa de extrema confiança da família e que já desempenhou a função de acompanhante do ex-presidente em outras ocasiões. A solicitação é para que ele possa entrar na residência sempre que necessário, sem a exigência de uma autorização prévia a cada visita. A estratégia busca garantir que o ex-chefe do Executivo não permaneça sozinho durante os períodos em que Michelle e as filhas estiverem fora de casa cumprindo suas obrigações.

Atualmente, as condições da prisão domiciliar de 90 dias determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes permitem apenas a convivência direta com a esposa e as duas filhas que residem no local. Quanto aos demais filhos de Bolsonaro — Flávio, Carlos e Jair Renan —, as visitas são restritas às quartas-feiras e sábados, em horários específicos entre 8h e 16h. O pedido para a inclusão de um cuidador agora aguarda análise do STF, que deverá decidir se flexibiliza as restrições impostas ao líder político.

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