

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o paradeiro de duas armas que não foram localizadas pelo Exército. A manifestação ocorreu após o Batalhão de Polícia do Exército informar ao tribunal que conseguiu recolher e entregar à Polícia Federal apenas seis das oito armas registradas em nome do ex-presidente, deixando de fora uma pistola e uma espingarda. O recolhimento de todo o arsenal foi ordenado por Moraes como condição para a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.

De acordo com os advogados, a espingarda em questão nunca chegou a ser levada para a casa do ex-presidente. Trata-se de um presente que ele recebeu, mas que continua guardado em uma empresa de importação de materiais bélicos na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Já em relação à pistola da marca Glock, a defesa explicou que ela é a mesma que foi apreendida recentemente com um dos seguranças particulares de Bolsonaro, estando sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
A ordem para recolher o armamento foi assinada por Alexandre de Moraes na última semana, após a repercussão do incidente envolvendo o segurança do ex-presidente. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha constatado que a situação das armas estava legalizada e não tenha indiciado Bolsonaro por isso, o ministro do STF considerou que manter a posse de armas de fogo é incompatível com a condição de um preso da Justiça. Vale lembrar que, no ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investigou uma trama golpista, mas obteve o direito de cumprir a pena em regime domiciliar temporário para se recuperar de uma cirurgia e de uma pneumonia bacteriana.










