

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou uma explicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (13), para esclarecer a presença de Eduardo Torres, irmão de Michelle Bolsonaro, na rotina da família. No documento entregue ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados negaram que Torres exerça uma função técnica de saúde, descrevendo-o, na verdade, como uma pessoa de confiança dedicada ao suporte doméstico e ao auxílio direto ao ex-presidente.

Segundo os defensores, o papel de Eduardo Torres é oferecer assistência em casa, especialmente em períodos nos quais a ex-primeira-dama está ausente. A defesa argumenta que esse apoio familiar é prestado desde 2018, após o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral, e visa garantir o bem-estar do ex-mandatário no cotidiano. Essa nova manifestação busca contornar as exigências anteriores feitas pelo ministro Moraes.
Recentemente, o magistrado havia cobrado a apresentação de certificados profissionais, como registros de enfermagem ou de técnico de saúde, para autorizar a presença contínua de Torres na residência. Naquela ocasião, Moraes pontuou que ele havia sido descrito apenas como irmão de criação de Michelle, sem as competências técnicas que justificariam um acompanhamento médico. Com a nova justificativa focada no vínculo de confiança e auxílio pessoal, os advogados esperam obter a liberação do acesso sem a necessidade de diplomas na área da saúde. O pedido ainda aguarda uma nova análise do ministro.









