

A defesa de Jair Bolsonaro reforçou, nesta sexta-feira, dia 3 de julho, o pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente continue cumprindo sua pena em prisão domiciliar. Em um documento encaminhado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, os advogados de Bolsonaro argumentaram que ele não cometeu nenhuma falta disciplinar grave no episódio recente envolvendo a apreensão de uma arma de fogo com um de seus seguranças particulares.

Para embasar o pedido, a equipe jurídica citou uma decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que optou por não indiciar o ex-presidente pelo caso. Segundo as investigações da corporação, o armamento em questão está completamente legalizado e Bolsonaro não praticou nenhum ato criminoso. Os advogados informaram ainda que o ex-presidente não tem qualquer interesse em reaver a arma apreendida e que os novos fatos apenas comprovam a regularidade de sua conduta e a inexistência de infrações durante o cumprimento da pena em casa.
Além das justificativas jurídicas sobre o armamento, a defesa utilizou o histórico de saúde do ex-presidente para sensibilizar o tribunal e justificar a permanência dele fora do regime fechado. Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de reclusão no processo que investigou uma trama golpista. Ele havia recebido o direito de cumprir a prisão domiciliar de forma temporária por 90 dias para se recuperar de uma cirurgia e de uma pneumonia bacteriana. Embora o prazo inicial tenha começado em 27 de março e se encerrado em 25 de maio, caberá agora exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes avaliar os relatórios médicos e jurídicos para decidir se renova o benefício domiciliar ou se determina o retorno de Bolsonaro ao presídio da Papudinha, em Brasília.









