

A combinação de uma forte massa de ar seco com a baixa umidade do ar colocou a Defesa Civil do Estado de São Paulo em nível máximo de atenção. Entre esta quinta-feira e o próximo sábado, a umidade relativa do ar pode despencar para menos de 30% nas regiões norte e noroeste do estado, aumentando drasticamente o risco de queimadas. O ponto crítico do alerta está previsto para o sábado, quando as regiões de Barretos, Ribeirão Preto e Franca devem entrar oficialmente em estado de emergência. Além delas, uma grande faixa territorial que se estende de Andradina, passando por Presidente Prudente e Bauru até chegar a Campinas, permanecerá em alerta vermelho, enquanto o restante do estado segue em nível considerado alto.

O estado de emergência é o patamar mais grave de criticidade utilizado pelas autoridades. Ele é acionado quando fatores climáticos extremos se juntam, como temperaturas muito altas, ar extremamente seco, ventos fortes e estiagem prolongada. Sob essas condições, qualquer pequena faísca tem um potencial enorme para se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções, que se espalha em alta velocidade e gera extrema dificuldade de controle para as equipes de bombeiros. Felizmente, o cenário deve começar a mudar entre o sábado e o domingo, quando a aproximação de uma frente fria trará mais nuvens, queda nas temperaturas e previsão de chuva fraca e isolada para boa parte dos municípios paulistas, aliviando o risco de novas queimadas.
As autoridades relembram que o período entre os meses de junho e outubro é conhecido como a “fase vermelha” dos incêndios, por concentrar a época mais seca do ano no estado. Um dado alarmante divulgado pela Defesa Civil aponta que, de cada dez incêndios registrados em território paulista, nove são causados de forma direta pela ação humana, seja por descuido ou de maneira intencional.


Para ajudar a proteger as florestas e a população durante a estiagem, a Defesa Civil reforça que os cidadãos devem adotar cuidados simples, mas que fazem toda a diferença. A orientação é nunca utilizar o fogo para limpar terrenos ou queimar lixo e restos de poda de árvores. Também é fundamental evitar acender fogueiras ou velas perto de áreas com vegetação e garantir que fósforos e bitucas de cigarro sejam completamente apagados antes do descarte em locais adequados. As autoridades lembram ainda que soltar balões é um crime ambiental grave que provoca grandes tragédias, e que qualquer queima controlada exige autorização prévia da Cetesb. Por fim, donos de propriedades rurais que costumam receber turistas devem avaliar a suspensão temporária de visitas nos dias em que o risco de incêndio estiver muito alto.








