


As declarações de óbito dos quatro homens assassinados em Icaraíma, no noroeste do Paraná, indicam que eles morreram por politraumatismo, traumatismo craniano e ferimentos de arma de fogo. Os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma área de mata após 44 dias desaparecidos.

Segundo o delegado Thiago Andrade, responsável pelo caso, as declarações são documentos preliminares para a liberação dos corpos e não têm validade para a investigação criminal. A polícia ainda aguarda os laudos necroscópicos para dar continuidade ao inquérito.
Suspeitos estão foragidos e polícia investiga envolvimento de outras pessoas
Os principais suspeitos do crime, Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, continuam foragidos. A defesa da dupla nega qualquer participação no assassinato.


O secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, confirmou que a polícia investiga o envolvimento de outras pessoas no crime. Segundo ele, as características do local onde o carro das vítimas foi encontrado, enterrado em um bunker, sugerem que mais pessoas ajudaram na ação.
Investigações seguem em sigilo
A polícia segue investigando o caso, que corre em segredo de justiça. O delegado Thiago Andrade afirma que o crime teve uma organização complexa, o que reforça a suspeita de que mais pessoas podem estar envolvidas. “Acreditamos que tem mais envolvidos, mas até agora nada foi confirmado”, disse o delegado.
Os corpos foram encontrados a 650 metros do bunker onde a picape das vítimas estava enterrada. O veículo tinha marcas de sangue e tiros. Os pertences dos homens, como celulares e mochilas, estavam enterrados no mesmo local. O veículo foi encontrado após o pai de uma das vítimas receber uma carta anônima com a localização.







