terça, 7 de abril de 2026

Decisão de Moraes sobre drones na residência de Bolsonaro apresenta erros de português

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou uma nova decisão no último sábado (28) estabelecendo a proibição do sobrevoo de drones nas proximidades da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o que chamou a atenção no documento oficial não foi apenas a medida de segurança, mas sim a presença de diversos erros de português e de digitação ao longo do texto. Entre as falhas mais evidentes está o registro de uma data futura e irreal, grafada como o ano de 3026, em vez do atual 2026.

Além do equívoco no calendário, o texto apresenta problemas de concordância nominal, como o uso recorrente do termo “Aeronaves Remotamente Pilotada”, sem a flexão necessária para o plural. A análise do documento também revelou ausência de pontuação final em alguns parágrafos e vírgulas posicionadas de forma incorreta, o que compromete a fluidez da leitura técnica. Embora alguns erros apontados anteriormente pela imprensa tenham sido corrigidos em versões atualizadas, as novas falhas gramaticais voltaram a gerar repercussão no meio jurídico.

Esta não é a primeira ocasião em que despachos do ministro envolvendo o ex-presidente apresentam problemas dessa natureza. Em julho de 2025, uma decisão de Moraes já havia sido alvo de críticas por confundir as conjunções “mas” e “mais” em uma frase que buscava enfatizar a atenção da Justiça diante de possíveis descumprimentos de medidas cautelares. Na época, a correção do termo foi realizada após a exposição mediática, embora a pontuação da frase tenha permanecido incompleta segundo as normas da língua portuguesa.

As falhas frequentes em documentos de tamanha importância levantam discussões sobre o processo de revisão de textos dentro do gabinete no STF. Enquanto a substância da decisão, que visa proteger a privacidade e a segurança no entorno da casa de Bolsonaro, segue em vigor, os deslizes formais acabam dividindo o foco das atenções. Especialistas apontam que, embora erros de digitação não anulem o valor jurídico de uma ordem, a clareza e a correção gramatical são fundamentais para a sobriedade e a compreensão das determinações da Suprema Corte.

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