

A Seleção Brasileira mal começou a sua caminhada no Mundial e a comissão técnica já está com o radar ligado nos possíveis adversários da segunda fase da competição. Devido ao cruzamento de chaves estabelecido pela Fifa, caso o Brasil confirme o favoritismo e se classifique em primeiro ou segundo lugar no Grupo C, cruzará obrigatoriamente com um dos sobreviventes do Grupo F na primeira etapa do mata-mata. Essa chave considerada uma das mais equilibradas do torneio é formada por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

A Holanda entra na disputa como a grande cabeça de chave do grupo e, apesar de carregar a fama de nunca ter conquistado um título mundial, chega ao torneio com um elenco repleto de estrelas das principais ligas europeias. O técnico Ronald Koeman, que defendeu o país como jogador nas Copas de 1990 e 1994, conta com pilares defensivos como Virgil Van Dijk e o lateral Nathan Aké, além do meio-campista Frenkie de Jong. No ataque, os destaques ficam por conta de Cody Gakpo e do conhecido do público brasileiro Memphis Depay, atacante do Corinthians e maior artilheiro da história da seleção holandesa. Em sua 12ª participação em Copas, a chamada Laranja Mecânica busca superar o desempenho do último Mundial, quando caiu nas quartas de final diante da campeã Argentina, impulsionada pelo bom retrospecto recente de ter sido semifinalista da Eurocopa.
Outra força que promete dar trabalho é o Japão. Disputando sua oitava Copa do Mundo consecutiva, os Samurais Azuis chegam embalados por resultados históricos conquistados em amistosos preparatórios, nos quais venceram gigantes como o próprio Brasil e a Inglaterra. Sob o comando do técnico Hajime Moriyasu — o mesmo que liderou a equipe nas vitórias contra Alemanha e Espanha no Catar —, o time asiático tem como objetivo quebrar a barreira das oitavas de final. O capitão e meio-campista Wataru Endo e o talentoso Takefusa Kubo são as principais referências técnicas em campo. A grande ausência dos japoneses é o meia-atacante Kaoru Mitoma, que acabou ficando de fora da convocação final após sofrer uma grave lesão no joelho esquerdo atuando na liga inglesa.


Correndo por fora, a Tunísia chega motivada para tentar fazer história em sua sétima participação em Mundiais. Conhecida como as Águias de Cartago, a equipe africana teve uma classificação tranquila nas eliminatórias, mas passou por mudanças estruturais recentes. Após uma eliminação precoce na Copa Africana de Nações, a federação local contratou o técnico francês Sabri Lamouchi para assumir o cargo no início deste ano. O grande objetivo do comandante é levar o país pela primeira vez à fase de mata-mata, superando a histórica campanha de 1978, quando os tunisianos terminaram na nona colocação geral.
Fechando o grupo, a tradicional seleção da Suécia retorna ao principal palco do futebol mundial após ficar de fora da última edição do torneio. Os suecos garantiram a vaga de forma dramática na repescagem europeia, onde precisaram superar as seleções da Ucrânia e da Polônia. Para esta 13ª participação em Copas, o técnico britânico Graham Potter aposta as suas fichas em um trio ofensivo de respeito que atua na Inglaterra, formado pelos atacantes Viktor Gyökeres, Alexander Isak e Anthony Elanga, prometendo dar muito trabalho aos esquemas defensivos dos adversários.








