quarta, 15 de julho de 2026

De olho em 2030: eliminação precoce obriga Seleção Brasileira a iniciar reformulação urgente

A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo diante da Noruega ligou o sinal de alerta máximo no futebol brasileiro. Com a pior campanha registrada desde o Mundial de 1990 e a sexta queda consecutiva na competição, os olhares da Seleção Brasileira agora se voltam obrigatoriamente para o ciclo de 2030. Após a derrota por 2 a 1 nos Estados Unidos, o técnico Carlo Ancelotti reconheceu publicamente a necessidade de renovar o elenco, apontando o meio-campo como o setor mais urgente para essa transição de gerações.

O meio-campo brasileiro enfrentou duras críticas e esteve longe de ser uma unanimidade durante o torneio. Casemiro, alvo principal das reclamações da torcida, disputou a competição aos 34 anos e chegará ao próximo Mundial com 38, uma idade muito acima da média estipulada pela atual comissão técnica. Seu substituto imediato, Fabinho, completará 33 anos em outubro e estará perto dos 37 em 2030. O único jogador da posição chamado por Ancelotti que terá menos de 30 anos na próxima Copa é Danilo Santos, atualmente com 25 anos. Diante disso, nomes que integraram a pré-lista de convocados ou que se destacam no futebol internacional ganham força para os próximos anos, como Andrey Santos, do Chelsea, André e João Gomes, ambos do Wolverhampton, além de Lucas Beraldo, que vem atuando como volante no Paris Saint-Germain. No cenário nacional, promessas como Bruno Bidon, do Corinthians, Martinelli, do Fluminense, e Gabriel Bontempo, do Santos, também aparecem no radar.

A necessidade de mudanças se estende para as laterais, posições que acumularam improvisações e falhas ao longo do último ciclo. Na direita, após o corte do titular Wesley por lesão, Ancelotti chegou a improvisar o volante Éderson e o zagueiro Ibañez. Para o futuro, Wesley, que atua na Roma, surge como o principal pilar defensivo, acompanhado de perto por concorrentes que já passaram pela Seleção, como Vanderson, do Mônaco, Yan Couto, do Borussia Dortmund, e Arthur, do Bayer Leverkusen. Já na ala esquerda, onde Alex Sandro e Douglas Santos já terão idades avançadas, a reformulação promete ser ainda mais radical. Jovens como Kaiki Bruno, do Como da Itália, Luciano Juba, do Bahia, Cuiabano, do Vasco, e Abner Vinícius, do Lyon, despontam como fortes candidatos para assumir a titularidade da posição.

No gol, a tendência é uma renovação parcial. Enquanto os experientes Alisson e Ederson devem seguir no grupo principal pelas próximas temporadas, o veterano Weverton tende a abrir espaço para novos nomes. Bento, atualmente no Al-Nassr e avaliado como um dos atletas mais promissores da posição, desponta como o favorito para se firmar como terceira opção ou até brigar pela titularidade. Correndo por fora, goleiros como Hugo Souza, do Corinthians, Carlos Miguel, do Palmeiras, Luiz Júnior, do Villarreal, Gabriel Brazão, do Santos, e Pedro Morisco, do Coritiba, devem receber novas oportunidades para integrar os treinamentos da equipe principal.

O planejamento prático para a Copa do Mundo de 2030, que terá sedes divididas entre Portugal, Espanha e Marrocos — com jogos comemorativos na Argentina, Paraguai e Uruguai —, ainda depende de definições da Conmebol sobre o formato das Eliminatórias Sul-Americanas. Como três nações vizinhas já possuem vaga garantida pelo centenário do torneio, o Brasil aguarda as diretrizes oficiais para saber como disputará sua classificação. O primeiro passo dessa nova caminhada já tem data marcada: a Seleção Brasileira voltará a campo na Data-Fifa entre 21 de setembro e 6 de outubro para disputar dois amistosos contra a Austrália, fora de casa, nas cidades de Townsville e Brisbane.

Notícias relacionadas