

O deputado Danilo Campetti manifestou duras críticas ao governo federal em razão do contingenciamento de R$ 1,6 bilhão no orçamento do Ministério da Educação (MEC). O parlamentar destacou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu o cronograma regular de repasses de custeio às universidades federais, substituindo as transferências semanais por liberações extraordinárias e pontuais, o que tem gerado graves incertezas administrativas nas reitorias de todo o país.

De acordo com o posicionamento apresentado, a suspensão do fluxo financeiro regular já impacta diretamente a manutenção de contratos essenciais das instituições de ensino superior, como os serviços de segurança, limpeza e energia elétrica, além de colocar em risco o pagamento de bolsas de estudo e assistência estudantil. Campetti enfatizou que a tentativa do governo federal de mitigar a crise com uma liberação emergencial de R$ 400 milhões é insuficiente para reestabelecer a previsibilidade orçamentária necessária para o funcionamento das estruturas federais.
Para evidenciar o que classificou como “incoerência ideológica”, o autor comparou o cenário nacional com os investimentos realizados na esfera estadual paulista. Campetti elogiou a gestão do governador Tarcísio de Freitas, apontando o repasse recorde de R$ 64,3 bilhões para as universidades estaduais de São Paulo desde 2023, além da previsão de R$ 461 milhões destinados exclusivamente a bolsas e auxílios estudantis em 2026.


O deputado questionou o silêncio e a ausência de protestos por parte de sindicatos de professores e de movimentos estudantis de esquerda diante dos cortes promovidos pela administração federal. Relembrando manifestações recentes que alvejaram as políticas de educação do estado de São Paulo, Campetti concluiu sugerindo que as marchas e ocupações possuem motivações políticas seletivas, priorizando o embate ideológico em detrimento da real defesa do financiamento da educação pública.







