sábado, 25 de julho de 2026

Danilo Campetti critica liberação de R$ 34 bilhões em emendas pelo governo federal e aponta “prática eleitoreira”

O pré-candidato estadual Danilo Campetti usou suas redes sociais para criticar duramente a liberação massiva de emendas parlamentares promovida pelo governo federal no primeiro semestre. Campetti apontou que o montante de R$ 33,89 bilhões em repasses pagos entre janeiro e a primeira semana de julho configura uma “prática eleitoreira com o dinheiro do pagador de impostos”, realizada estrategicamente de forma prévia ao período de restrições das eleições de 2026.

De acordo com o pré-candidato, os dados orçamentários escancaram um mecanismo de troca de favores políticos atrelado a votações de grande repercussão nacional. Campetti destacou que o governo federal liberou R$ 2,9 bilhões em emendas na véspera da votação sobre a escala de trabalho 6×1, além de outros R$ 3,4 bilhões duas semanas antes, justamente durante as articulações políticas e costuras de acordos para o andamento da referida Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O político ressaltou que o volume injetado nos primeiros seis meses deste ano superou o total registrado em todo o ano eleitoral de 2022 e representou uma alta de 428% em comparação com o mesmo período de 2018. Para ele, a corrida para empenhar e pagar os valores ocorreu exclusivamente devido ao início do defeso eleitoral em 4 de julho, data a partir da qual novos repasses desse tipo ficam legalmente proibidos para evitar o desequilíbrio nas disputas nas urnas.

Campetti finalizou sua declaração traçando um paralelo com a gestão das contas públicas e os cortes efetuados em áreas essenciais. O pré-candidato contestou a prioridade fiscal do Palácio do Planalto, afirmando ser contraditório que o mesmo governo que promoveu o bloqueio de R$ 1,6 bilhão nas verbas do Ministério da Educação (MEC) tenha encontrado R$ 34 bilhões para irrigar bases parlamentares, o que, segundo ele, demonstra falta de gestão e foco eleitoral.

Notícias relacionadas