

O deputado e pré-candidato Danilo Campetti manifestou forte repúdio à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o deputado federal Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. A sentença impôs ainda a inelegibilidade do parlamentar, enquadrando-o na Lei da Ficha Limpa, além de decretar a perda de seu cargo eletivo sob a acusação de exercer pressões políticas contra a Corte.

Campetti direcionou duras críticas à condução do processo, questionando a imparcialidade do julgamento devido ao fato de o ministro Alexandre de Moraes ter atuado como relator da ação. O parlamentar argumentou que Moraes figura simultaneamente como julgador e uma das supostas vítimas das pressões atribuídas ao réu, configurando uma sobreposição de papéis que chegou a ser contestada formalmente pela Defensoria Pública da União (DPU), sem que o questionamento fosse acolhido.
Para sustentar a tese de que o Judiciário adota “dois pesos e duas medidas”, o autor do posicionamento traçou paralelos com investigações que envolvem lideranças alinhadas ao governo federal. Foram citados os casos do senador Jaques Wagner, investigado por suspeita de recebimento de propina e repasses milionários a empresas familiares, e do senador Davi Alcolumbre, mencionado em delações sobre contas secretas no exterior. Campetti concluiu sua manifestação prestando solidariedade à família Bolsonaro e convocando a população a reagir contra o que classificou como uma perseguição seletiva institucionalizada.










