quarta, 29 de julho de 2026

Cuidados com a pele devem ser dobrados no inverno para evitar ressecamento e doenças cutâneas

A chegada do inverno exige atenção reforçada com a saúde da pele, uma vez que o ar seco e as baixas temperaturas reduzem a umidade e a oleosidade naturais do corpo. De acordo com especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, a combinação do clima frio com hábitos comuns da estação — como banhos demorados e muito quentes, o uso de buchas vegetais e o atrito com tecidos de lã — agride a barreira protetora da pele. Esse desgaste favorece o aparecimento de coceiras, vermelhidão, descamação e pode agravar quadros de alergias ou de doenças preexistentes, como dermatite atópica e psoríase.

A desidratação cutânea atinge com mais intensidade idosos, crianças e pessoas negras, que já possuem a pele naturalmente mais seca. Para mitigar o impacto do frio, os dermatologistas recomendam substituir a água fervente por banhos mornos de no máximo dez minutos, além de evitar o uso diário de sabonetes agressivos e buchas rígidas. O uso diário de creme hidratante com ativos como ceramidas, ureia ou glicerina é fundamental e deve ser feito preferencialmente logo após o banho, momento em que o corpo absorve melhor os nutrientes que retêm a água nos tecidos.

Especialistas ressaltam ainda que o ressecamento da pele vai além do incômodo estético, pois um tecido fragilizado abre portas para inflamações e infecções. O uso exclusivo de óleos corporais, por exemplo, não substitui os cremes, pois apenas cria uma barreira de retenção e não repõe a água perdida. A recomendação médica inclui manter a aplicação do protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados ou frios, e procurar orientação especializada caso surjam rachaduras, dores ou coceiras persistentes.

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