


Uma manifestação pública agendada para esta sexta-feira, dia 9, às 10h, na praça central da cidade, deve mobilizar um grande grupo de professores totalmente descontentes com a atuação da Secretária de Educação, Valdete Magalhães, desde que assumiu a pasta na Prefeitura de Fernandópolis, em fevereiro de 2025.

A manifestação visa chamar a atenção da população para o “caos” na Educação, causado pela ingerência e falta de conhecimento técnico, de leis e conduta política da secretária, que se tornou um dos maiores problemas da administração Cantarella e Mazeti.
Valdete chegou na administração “tratorando” professores durante um evento em janeiro de 2025, quando nem havia assumido o cargo. De lá para cá, causou um profundo desconforto entre os profissionais da área. O descontentamento atingiu também a classe política: até aliados de Cantarella e Mazeti pediram a saída da secretária, alegando que sua permanência é insustentável. O coro ganhou força, inclusive, na tribuna da Câmara Municipal por meio de discursos de vereadores.
No final do ano passado, após erros cometidos na atribuição e remoção de professores para atender à demanda da implantação das escolas integrais, Valdete Magalhães foi alvo de novos protestos. Um grupo saiu da Câmara em direção à Prefeitura com gritos de ordem: “Fora Valdete”.
Na mesma época, professores que se sentiram prejudicados acionaram a Justiça por meio de Mandados de Segurança e garantiram suas estabilidades, o que obrigou a Prefeitura a cancelar todas as remoções e atribuições, voltando à estaca zero.
Em redes sociais, Valdete assumiu o erro, assim como já havia feito ao dar explicações à Câmara de Vereadores. No entanto, continuou no mesmo caminho, sendo rotulada por críticos como “ditadora”.
Recentemente, Valdete voltou às redes sociais e tentou bater boca com docentes em grupos de WhatsApp, mas foi rebatida pela categoria. Nos dias seguintes, foi a vez da filha da secretária discutir com professores na internet, mandando-os “trabalhar” — uma forma indireta de chamá-los de “vagabundos” —, além de utilizar termos pejorativos e imagens de “burros” para se referir aos profissionais da educação, o que foi interpretado pela categoria como um ataque direto à dignidade da profissão.
O caso ganhou força política dentro do próprio partido de Cantarella e Mazeti. Valdete tornou-se o símbolo de “persona non grata” e é vista como uma vergonha para as instituições de ensino, sendo alvo de chacotas por meio de memes e charges. Considerada uma das secretárias mais rejeitadas de todos os tempos, sua insistência no cargo agrava a situação política do prefeito João Paulo Cantarella e do vice-prefeito Marcos Mazeti.
Valdete teve destaque quando foi diretora da ETEC de Fernandópolis, cargo no qual seguia as diretrizes da Secretaria Estadual de Educação, com poderes limitados. Mesmo assim, na época de sua aposentadoria, alunos chegaram a festejar sua saída da unidade escolar em uma lanchonete da cidade. Popularmente, sem o conhecimento da população, Valdete ainda era respeitada e agora está jogando fora tudo que conquistou.
Já no cargo de secretária, com os poderes conferidos pela administração, Valdete teria adotado uma postura de “Hitler”, gerando conflitos e problemas com os professores. Ela não estaria sozinha nesse “tsunami” causado na Educação; haveria mais pessoas envolvidas nesse projeto que resultou no caos atual da administração municipal.
MANIFESTO PÚBLICO
🗓 Sexta-feira (09/01)
⏰ 10 horas
📍 Praça Central
⬛ Todos de preto
A Rede Municipal de Educação de Fernandópolis pede socorro.
Educadores adoecidos, desvalorizados, sobrecarregados e silenciados.
Salas de aula cheias, estrutura precária, falta de respeito, diálogo e reconhecimento.
Educação não é gasto.
Educação é investimento.
E quem educa merece dignidade!
❌ Fora, Valdete!
A educação municipal não suporta mais improviso, autoritarismo e descaso.
👉🏼 Senhor prefeito, e aí?
Vai continuar fingindo que não vê? Vai seguir ignorando quem sustenta a base desta cidade?
Este manifesto é um ato de resistência.
É o grito de quem sustenta a educação pública todos os dias e já não aceita promessas vazias, retrocessos e abandono.
✊🏼 Por valorização profissional.
✊🏼 Por condições dignas de trabalho.
✊🏼 Por respeito aos educadores.
✊🏼 Por uma educação pública de qualidade.
Se a educação para, a cidade para.
Nossa luta é legítima. Nossa voz não será calada.
📣 Educação não respeitada se defende nas ruas!











