sábado, 5 de setembro de 2026

Criação de empregos formais desacelera em julho e atinge menor nível para o mês desde 2020

O mercado de trabalho formal no Brasil registrou a criação de 58.568 vagas com carteira assinada no mês de julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado, que mede a diferença entre contratações e demissões, representa uma retração de 57,3% em comparação a junho e de 56,3% em relação a julho do ano passado, marcando o desempenho mais fraco para o mês desde o início da atual série histórica em 2020. A desaceleração da economia e a manutenção de juros elevados aparecem entre os principais fatores que pressionaram o indicador.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o saldo de novos postos formais chegou a 972.203 vagas, o que equivale a um recuo de 20,9% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país havia gerado mais de 1,22 milhão de empregos. Apesar do ritmo mais lento de expansão, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada no país atingiu a marca de 48,08 milhões ao fim de julho, registrando um leve crescimento de 0,12% em relação ao mês anterior e de 1,02% no comparativo anual.

Entre os setores econômicos, quatro dos cinco pesquisados fecharam o mês no campo positivo. O setor de Serviços liderou a geração de oportunidades com a abertura de 24.098 postos, impulsionado pelas áreas de transportes, logística e saúde, a despeito do saldo negativo registrado no segmento de educação. A Construção Civil somou 12.691 vagas, puxada por obras de infraestrutura, enquanto a Agropecuária gerou 12.523 empregos e a Indústria adicionou 11.315 postos, com destaque para a fabricação de alimentos e automóveis. Em contrapartida, o Comércio registrou retração e encerrou o mês com o fechamento líquido de 8.114 vagas, resultado influenciado principalmente pelo fraco desempenho do varejo.

Na divisão regional, o Sudeste comandou o saldo positivo ao abrir 21.668 vagas, seguido pelo Nordeste, Centro-Oeste e Norte, enquanto a Região Sul apresentou saldo negativo de 628 postos. No recorte por estados, São Paulo liderou a criação de empregos no país ao adicionar 17.814 novos trabalhadores formais, acompanhado por Mato Grosso e Minas Gerais. Do lado oposto, cinco unidades da federação registraram mais demissões do que contratações, com as maiores perdas concentradas no Espírito Santo, devido ao fim da safra do café, e no Rio Grande do Sul, afetado por desligamentos na indústria do fumo e no comércio.

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