

Os Correios vão lançar, nas próximas semanas, uma nova etapa de seu programa de demissão voluntária para enxugar os gastos com pessoal. A medida deve atingir cerca de 7 mil funcionários que trabalham em aproximadamente mil unidades da estatal — incluindo agências de atendimento e centros de distribuição de carga — que serão desativadas em breve devido a um processo de reestruturação interna. O plano de incentivo ao desligamento por parte dos próprios trabalhadores ficará aberto para adesões até o final deste ano.

Ao contrário da versão anterior do programa, que era voltada para qualquer funcionário da empresa, esta nova edição terá um alvo bem definido. O foco será exclusivo para os trabalhadores lotados nos pontos de atendimento e logística que deixarão de funcionar. Na primeira fase da iniciativa, que terminou no mês de março, a procura ficou bem abaixo do que a diretoria esperava, já que apenas 3.075 trabalhadores aceitaram sair da companhia, enquanto a meta era atingir 10 mil desligamentos. Mesmo assim, a cúpula da estatal informou que o movimento garantiu 45% da economia planejada de R$ 1,4 bilhão.
Os últimos detalhes e regras desse novo pacote de saídas voluntárias estão sendo fechados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. As autoridades alertam que, se o número de funcionários que aceitarem o acordo por conta própria não for suficiente para atingir as metas desenhadas, a diretoria da empresa pública não descarta a possibilidade de adotar medidas mais duras, como a realização de demissões diretas.
Toda essa estratégia de corte de despesas tem como principal objetivo tirar a companhia do vermelho, após um prejuízo bilionário de R$ 3,1 bilhões registrado apenas no primeiro trimestre. O governo federal estima que a redução da folha de pagamento, combinada com o fechamento de novos contratos e parcerias com o setor privado, será suficiente para reequilibrar de forma definitiva as contas da estatal até o ano de 2027.







