


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu publicamente a situação delicada enfrentada pelos Correios durante entrevista ao programa Roda Viva na última segunda-feira (4). Segundo o ministro, os resultados financeiros da estatal são preocupantes, com um prejuízo de R$ 4 bilhões registrado em 2025 e uma previsão de que o déficit possa saltar para R$ 10 bilhões em 2026. Diante desse cenário, Durigan destacou que a nova gestão, liderada por Emmanoel Rondon, já apresentou um plano focado no corte de gastos, aumento de receitas e parcerias nacionais e internacionais para tentar salvar a empresa.

Apesar do saldo negativo, o ministro explicou que os Correios carregam o peso de atuar em todo o território nacional, chegando a locais onde empresas privadas não têm interesse em operar, como a entrega de notificações judiciais para populações isoladas na Amazônia. Ele ressaltou que esse compromisso com a universalidade do serviço gera custos elevados, mas afirmou que não defende estatais que dão prejuízo e que o problema precisa ser resolvido de frente.
Sobre a possibilidade de privatização, Durigan afirmou não ter restrições à ideia, mas alertou que a venda da empresa não deve ser vista como uma solução milagrosa. Ele pontuou que o governo atual tem avançado em concessões e privatizações de forma estratégica, sem tratá-las como uma “bala de prata”. Como alternativa para modernizar a estatal, o ministro se mostrou favorável à flexibilização do modelo de negócio, sugerindo parcerias para armazenamento e logística de medicamentos como forma de dar mais eficiência à companhia.
























