quinta, 23 de julho de 2026

Copa do Mundo Feminina de 2027 deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira

A Copa do Mundo de Futebol Feminino da Fifa, que será realizada no Brasil em 2027, promete ser um divisor de águas não apenas para o esporte, mas também para a economia do país. Um estudo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para a Embratur projeta que o evento injetará R$ 8,8 bilhões na economia nacional, gerando cerca de 73,7 mil postos de trabalho, R$ 4,5 bilhões em renda para os trabalhadores e uma arrecadação de R$ 928 milhões em impostos para os cofres públicos.

De acordo com o mapeamento da FGV, esse impacto bilionário será impulsionado por duas frentes principais. A primeira delas é o consumo dos turistas brasileiros e estrangeiros que vão circular pelo país para acompanhar os jogos, movimentando R$ 4,7 bilhões em setores como hotelaria, transporte e alimentação. A segunda frente vem da própria estrutura do evento, com investimentos de R$ 4,1 bilhões da Fifa e dos comitês organizadores na operação do campeonato. Esses números consolidam o mundial de 2027 como um dos maiores eventos esportivos da história do Brasil em termos de retorno financeiro.

A realização da competição representa um marco histórico para a América do Sul, que sediará o torneio pela primeira vez. A escolha confirma a capacidade do Brasil em organizar grandes espetáculos globais. As disputas ocorrerão ao longo de um mês, entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027, espalhando seleções do mundo inteiro por diversas capitais brasileiras.

O levantamento também aponta que o mercado de turismo e consumo no país está altamente favorável para receber o torneio. Atualmente, as mulheres representam quase metade dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil, permanecendo em média 11 dias no país e gastando cerca de 1.317 dólares por viagem. Além disso, a pesquisa revela que 72% das pessoas que nunca pisaram em um estádio de futebol são mulheres, o que aponta para um enorme público potencial a ser conquistado. O interesse do público feminino pelo esporte está consolidado e deve bater recordes durante a Copa. Mais do que o retorno financeiro imediato, o mundial deixará um legado duradouro para o futebol feminino brasileiro e ajudará a consolidar o turismo esportivo como um motor de desenvolvimento sustentável.

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