

A coordenadora de uma creche localizada no bairro Jardim Seyon, em São José do Rio Preto, procurou a polícia para denunciar as constantes ameaças e o comportamento hostil de um homem de 31 anos dentro do ambiente escolar. A vítima, de 55 anos, registrou o boletim de ocorrência na delegacia de plantão e relatou que o clima de tensão provocado pelo suspeito vem se arrastando desde o mês de fevereiro, tendo o episódio mais recente acontecido na tarde da última quarta-feira.

De acordo com o depoimento da educadora, o homem, que trabalha como autônomo, invadiu o local desferindo xingamentos, palavras de baixo calão e graves intimidações direcionadas a ela e a outros colaboradores da instituição. Durante uma das discussões, o suspeito chegou a direcionar falas em tom de ameaça tanto para a coordenadora quanto para o porteiro que trabalha na guarita da unidade. Abalada, a profissional explicou às autoridades que a postura agressiva do indivíduo gerou um forte sentimento de medo, constrangimento e preocupação generalizada entre a equipe escolar, o que a motivou a formalizar a queixa.
A Polícia Civil informou que o homem não foi preso em flagrante e que o caso foi repassado para os investigadores do 3º Distrito Policial, que ficarão responsáveis por intimar o suspeito e ouvir os depoimentos das testemunhas que presenciaram as cenas. Como a situação envolveu violência psicológica e verbal, sem a ocorrência de agressões físicas, o delegado de plantão não viu necessidade de solicitar exames de corpo de delito no momento.
Durante o atendimento na delegacia, a coordenadora recebeu orientações jurídicas sobre o prazo estipulado por lei para dar andamento ao processo criminal contra o agressor. Ela também foi informada de que tem o direito de solicitar medidas protetivas de urgência na Justiça, caso sinta que sua integridade física continua correndo riscos. Os motivos que teriam desencadeado a fúria e o comportamento descontrolado do homem ainda são desconhecidos e passam a ser apurados no inquérito policial.







