


Os brasileiros terão um custo extra na conta de energia elétrica a partir deste mês de maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária passará de verde para amarela, interrompendo uma sequência de meses sem cobranças adicionais que vinha desde o início do ano. Com essa mudança, os consumidores passarão a pagar uma taxa extra de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A decisão de elevar o custo da energia está diretamente ligada ao clima. Com o fim da temporada de chuvas e o início do período seco, o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas começa a baixar. Para garantir que não falte eletricidade para a população, o país precisa acionar as usinas termelétricas, que funcionam com combustíveis e geram uma energia muito mais cara do que a produzida pela força das águas.
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um semáforo da energia no Brasil desde 2015. Quando as condições de produção são favoráveis, a bandeira é verde e não há taxa extra. No entanto, quando o custo de geração aumenta, as bandeiras amarela ou vermelha entram em vigor para cobrir esses gastos adicionais. A avaliação é feita mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, que analisa o nível das represas e a previsão de consumo para definir qual será a cor do mês seguinte.







A recomendação para os consumidores neste período é redobrar a atenção com o desperdício. Gestos simples, como apagar luzes de cômodos vazios, reduzir o tempo no banho quente e utilizar eletrodomésticos de forma consciente, podem ajudar a amenizar o impacto desse reajuste no orçamento familiar até que o período de seca passe e as condições de geração voltem a ser mais favoráveis.























