quarta, 8 de julho de 2026

Construção civil emprega 2,5 milhões de pessoas no Brasil e movimenta mais de R$ 520 bilhões, aponta IBGE

A indústria da construção civil no Brasil empregou 2,5 milhões de pessoas em 2024 e registrou salário médio de 2,1 salários mínimos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor contou ainda com cerca de 191 mil empresas e movimentou R$ 95,6 bilhões em remuneração aos trabalhadores ao longo do ano.

O levantamento integra a Pesquisa Anual da Indústria da Construção e reúne informações de três grandes áreas: construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados, como instalações elétricas e pintura. O IBGE informou que a edição de 2024 passou por mudanças metodológicas, o que impede a comparação direta com anos anteriores.

Entre os segmentos, a construção de edifícios concentra a maior parte dos empregos, com 894,8 mil trabalhadores, o equivalente a 35,7% do total. Em seguida aparecem os serviços especializados, com 34,4%, e as obras de infraestrutura, com 29,9%. Apesar de ter menos trabalhadores no total, a área de infraestrutura tem as maiores empresas em termos de pessoal, com média de 39 funcionários por empresa.

Em relação aos salários, as obras de infraestrutura também lideram, com média de 2,6 salários mínimos. A construção de edifícios aparece em seguida, com 1,9 salário mínimo, e os serviços especializados registram média de 1,8 salário mínimo. Em 2024, o salário mínimo no país era de R$ 1.412.

O valor total de obras, incorporações e serviços no setor chegou a R$ 522,5 bilhões no ano. A infraestrutura respondeu por R$ 200,9 bilhões, seguida pela construção de edifícios, com cerca de R$ 198 bilhões, e pelos serviços especializados, com R$ 122,8 bilhões.

O estudo também mostra que o mercado é bastante pulverizado. As oito maiores empresas do setor concentram apenas 3,1% do total de obras, o que indica baixa concentração e ausência de monopólios relevantes.

Entre os tipos de obras entregues, destacam-se rodovias, ferrovias e obras urbanas, que representam 22,8% do valor total, seguidas por obras residenciais (22,2%) e serviços especializados (19,2%).

No que diz respeito aos custos, a maior parte das despesas das empresas está ligada à mão de obra, que representa 30,7% do total. Em seguida aparecem gastos operacionais, como combustíveis e manutenção (22,5%), materiais de construção (22,3%), outras despesas como impostos e depreciação (14,7%) e serviços terceirizados (9,7%).

O levantamento também aponta que o setor público teve participação relevante na demanda por obras. Do total movimentado, 33% foram contratados por governos e 67% pela iniciativa privada. A presença do setor público é mais forte em obras de infraestrutura, onde chega a 48,2%, enquanto é menor na construção de edifícios (22,9%) e nos serviços especializados (19,5%).

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