


O Conselho Superior do Ministério Público Federal agendou para o dia 25 de setembro a análise do procedimento interno que apura as menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O processo tem como relator o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino e foi aberto após representação formulada por parlamentares do partido Novo, que solicitaram o afastamento do chefe do Ministério Público das apurações relativas ao caso.

O procedimento em andamento não possui caráter disciplinar nem prevê punições administrativas diretas contra Gonet. O objetivo dos conselheiros é avaliar estritamente se as citações encontradas no material apreendido pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade do procurador-geral na condução dos processos do Master. As menções surgiram no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos, em diálogos nos quais o nome do PGR é citado pelo ex-empresário em conversas com advogados e autoridades.
Em manifestação apresentada ao colegiado e durante pronunciamento no Supremo Tribunal Federal, Paulo Gonet negou categoricamente qualquer vínculo com o investigado. O PGR afirmou não possuir amizade ou interesse pessoal nas causas de Vorcaro, ressaltando que esteve com o ex-banqueiro em uma única oportunidade rápida durante um evento jurídico no exterior, sem ter conhecimento prévio sobre o patrocínio do encontro. A defesa do procurador enfatizou ainda que não foram identificados registros de contatos diretos entre ele e o empresário nos aparelhos apreendidos pelas equipes de investigação.









