

A comissão especial que analisa o pedido de cassação do vereador Cabo Renato Abdala (PRD) decidiu, por unanimidade, emitir um parecer favorável ao arquivamento da denúncia. Os vereadores Emerson Pereira, Débora Romani e Marcão Braz, que compõem o grupo de análise, entenderam que não existem provas ou motivos suficientemente graves que justifiquem a perda do mandato do parlamentar. Com essa decisão técnica, o caso agora segue para o julgamento final de todos os membros do Legislativo.

A votação decisiva no plenário da Câmara Municipal deve ocorrer na próxima segunda-feira, durante a sessão ordinária programada para as 18h. Para garantir a transparência e a legalidade do rito, o suplente Roberto Bianchini Júnior será empossado temporariamente, permitindo que a cadeira de Abdala participe da deliberação. O destino do processo será definido por maioria simples: se os vereadores concordarem com a comissão, o caso é encerrado; caso contrário, a investigação sobre a conduta do parlamentar continua tramitando na casa.
O processo teve início em março, após uma denúncia protocolada pelo servidor público Ormélio Caporalini Filho. O questionamento surgiu devido a uma fala do vereador durante uma sessão em fevereiro de 2026, na qual ele teria utilizado a expressão “terra de malandro” ao se referir à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O denunciante argumentou que a declaração, transmitida ao vivo pelos canais oficiais da Câmara, configurou quebra de decoro parlamentar por atingir a honra coletiva dos servidores da pasta.
Na época da abertura da investigação, o plenário ficou dividido, com um placar de nove votos a favor da apuração contra cinco contrários. A denúncia baseou-se em legislações federais que regem a responsabilidade de políticos em casos de infrações administrativas. Agora, após semanas de análise interna, a comissão concluiu que a fala não possui peso jurídico para interromper o mandato conquistado nas urnas, cabendo agora ao conjunto dos vereadores ratificar ou não essa conclusão.








