sexta, 6 de fevereiro de 2026

Comerciante de Rio Preto perde quase R$ 2,7 mil em golpe da “venda de concreto” pela internet

Vítima de 55 anos acreditou negociar com empresa renomada; estelionatário usou documentos falsos e exigiu pagamentos via Pix antes de desaparecer

O setor da construção civil tornou-se o novo alvo de criminosos virtuais na região. Um comerciante de 55 anos, morador de São José do Rio Preto, procurou a Central de Flagrantes na noite desta quinta-feira (26/12) após ser vítima de um golpe sofisticado ao tentar adquirir concreto para uma obra. O prejuízo total ultrapassou os R$ 2.600,00.

O crime começou quando a vítima realizou uma busca online por fornecedores de materiais de construção. Ele encontrou um contato que utilizava a identidade visual e o nome de uma empresa muito conhecida no ramo em Rio Preto. Apesar do número de telefone possuir o DDD 11 (São Paulo), o suposto representante enviou documentos e dados técnicos que conferiram credibilidade à negociação.

Confiante, o comerciante realizou o primeiro pagamento via Pix no valor de R$ 1.985,00 na manhã da véspera de Natal (24/12). A entrega do material ficou agendada para dois dias depois, na manhã de ontem.

A “Taxa do Frete” e a Descoberta

Na data combinada, o caminhão de concreto não apareceu. Ao cobrar o vendedor pelo WhatsApp, o comerciante foi informado de que houve um “erro sistêmico” e que a entrega só seria liberada mediante o pagamento antecipado do frete, no valor de R$ 700,00. Na esperança de receber o material e não atrasar a obra, a vítima realizou a segunda transferência.

Somente após o segundo pagamento e o bloqueio do contato é que o comerciante decidiu ligar para a sede real da empresa em Rio Preto. Foi então que veio o choque: a companhia informou que não possuía nenhum pedido em seu nome e que o dinheiro havia sido enviado para uma conta de “laranja” com nome propositalmente parecido ao da empresa verdadeira, para induzir o erro.

Orientações da Polícia Civil

O caso foi registrado como estelionato e encaminhado para o distrito policial da área para investigação. Até o momento, o autor das transferências não foi localizado.

A Polícia Civil de Rio Preto aproveitou o registro da ocorrência para reforçar dicas de segurança para compras de alto valor pela internet:

  • Desconfie de DDDs diferentes: Empresas locais geralmente utilizam números da própria região (DDD 17).
  • Confirme por canais oficiais: Antes de fazer qualquer Pix, ligue no telefone fixo da empresa obtido por fontes seguras (como o site oficial ou redes sociais verificadas).
  • Cheque o destinatário do Pix: Verifique se o nome que aparece na confirmação bancária é exatamente o CNPJ da empresa e não o nome de uma pessoa física ou empresa com razão social genérica.

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