

Teve início na manhã desta segunda-feira, dia 29 de junho, a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial está preso sob a acusação de fraude processual e pelo feminicídio de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro, quando a policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal residia, na capital paulista. Na ocasião, o tenente-coronel estava no imóvel, acionou o socorro e alegou às autoridades que a esposa havia cometido suicídio, versão que fez o caso ser registrado inicialmente de forma suspeita antes de a investigação avançar para assassinato.

O processo está sendo conduzido no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Esta etapa de instrução é fundamental para que a Justiça reúna e analise todas as provas que vão determinar os rumos do julgamento. Ao todo, 40 testemunhas foram convocadas para prestar depoimento e a expectativa é que os trabalhos se estendam por cerca de cinco dias, deixando o interrogatório do réu programado apenas para a próxima sexta-feira, dia 3 de julho.
Excepcionalmente nesta segunda-feira, a sessão ocorreu em formato virtual, já que o Poder Judiciário paulista adotou o regime de trabalho remoto devido ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Neste primeiro dia, foram ouvidas duas testemunhas apresentadas pela acusação, incluindo o delegado responsável por conduzir o inquérito policial. A partir de terça-feira, as atividades voltam a acontecer de forma presencial no fórum. De acordo com o advogado Miguel José da Silva Junior, que representa os familiares da soldado Gisele, os primeiros depoimentos e elementos analisados reforçam a tese defendida pela família desde o começo, indicando que as evidências caminham para consolidar o crime como um claro caso de feminicídio.










