quinta, 5 de fevereiro de 2026

Combustíveis sofrem reajuste e preços podem continuar subindo na região

Os motoristas que circulam por São José do Rio Preto e cidades vizinhas encontraram os preços dos combustíveis mais caros nas últimas semanas. O aumento médio nas bombas foi de aproximadamente R$ 0,30 por litro, afetando tanto o etanol quanto a gasolina. O movimento de alta, confirmado por proprietários de postos de combustíveis, reflete uma combinação de fatores econômicos e climáticos que reduziram a oferta dos produtos no mercado no momento em que a procura cresceu.

O principal motivo apontado para o encarecimento do etanol é o período de entressafra da cana-de-açúcar. Com o fim da colheita nas usinas, a produção do biocombustível diminui naturalmente, o que pressiona os valores para cima. Além disso, a seca prolongada registrada ao longo de 2025 prejudicou o desenvolvimento da cana, resultando em menos matéria-prima disponível. Esse cenário de escassez foi agravado pela alta demanda característica das férias de final e início de ano, quando o aumento nas viagens rodoviárias eleva o consumo geral.

Na prática, a mudança já pesa no bolso do consumidor. Em Rio Preto, o etanol, que era comercializado por cerca de R$ 3,79 antes das festas de Natal, já é encontrado na casa dos R$ 3,96. A gasolina também acompanhou a tendência de alta, saltando de R$ 5,99 para valores que giram em torno de R$ 6,09. De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol tem sido um dos itens com maior variação de preço em diversos estados brasileiros neste início de 2026.

A expectativa do setor é que os preços permaneçam elevados ou até sofram novos reajustes nas próximas semanas. Especialistas explicam que o alívio nas bombas só deve acontecer quando a nova safra de cana-de-açúcar começar a ser processada pelas usinas, aumentando novamente a oferta de combustível no mercado. Até lá, a recomendação para o motorista é pesquisar e manter o planejamento financeiro, já que o cenário de curto prazo ainda aponta para valores pressionados.

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