sexta, 10 de julho de 2026

Com uso de tecnologia e inteligência, Estado de SP alcança redução histórica nos índices de criminalidade

O estado de São Paulo vem consolidando uma queda sem precedentes nos seus principais indicadores de criminalidade. Os resultados positivos são fruto de um modelo de segurança pública que aposta fortemente em inteligência, ferramentas tecnológicas, integração entre as corporações e no aumento do número de policiais nas ruas. O reflexo mais recente dessa estratégia apareceu no Atlas da Violência, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou São Paulo como o estado com a menor taxa de homicídios do país, registrando 6,6 mortes para cada 100 mil habitantes, um número muito abaixo da média nacional, que é de 20,1.

Os recordes de queda nos crimes começaram a chamar a atenção e se intensificaram ainda mais no primeiro quadrimestre deste ano, que registrou os menores volumes de homicídios, roubos e latrocínios desde 2001, quando a Secretaria da Segurança Pública iniciou a contagem dessa série histórica. Por trás dessa mudança está o programa Muralha Paulista, um sistema que interliga 125 mil câmeras e sensores com o uso de inteligência artificial em 607 municípios paulistas. Essa rede inteligente monitora rodovias e espaços públicos em tempo real, cruza dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utiliza reconhecimento facial para identificar criminosos foragidos, como aconteceu em uma partida da Copa Libertadores no Allianz Parque, onde dois procurados pela Justiça foram presos após alertas emitidos pela plataforma.

Outro marco importante foi o esvaziamento da região da Cracolândia, no centro da capital. As operações policiais na área resultaram em mais de 23 mil prisões e na apreensão de 13,5 toneladas de entorpecentes. Junto ao policiamento, o governo estadual ofereceu suporte social e de saúde, atendendo mais de 43 mil dependentes químicos em um centro de cuidado especializado. Com a redução do fluxo de usuários nas calçadas, o centro de São Paulo atingiu o menor número de roubos dos últimos 25 anos, apresentando uma queda expressiva em comparação com os piores períodos da região. No combate geral ao narcotráfico, as forças de segurança estaduais, em parceria com órgãos federais, já apreenderam centenas de toneladas de drogas, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 3,2 bilhões para o crime organizado.

Para sufocar financeiramente as facções, o programa Recupera-SP foca na chamada inteligência patrimonial, conseguindo reaver mais de R$ 120 milhões que antes estavam nas mãos de criminosos. Esse dinheiro agora retorna para a sociedade em forma de investimentos na própria segurança pública. Para garantir que as ações continuem funcionando, o Estado aplicou R$ 1,7 bilhão na compra de viaturas, armamentos modernos, coletes e câmeras corporais, além de conceder reajuste salarial de 10% e bônus por desempenho aos policiais. O efetivo ganhou o reforço de 16 mil novos agentes desde o início da gestão, e um novo concurso foi aberto para contratar mais 4 mil soldados, aproximando o governo da meta de colocar 26 mil novos profissionais nas ruas.

A rede de proteção às mulheres também recebeu atenção especial com a criação da Patrulha SP Mulher Segura, uma equipe da Polícia Militar com viaturas exclusivas para prevenir a violência doméstica. O atendimento especializado conta com 144 delegacias da mulher e o suporte da Cabine Lilás, um serviço que direciona ligações de emergência do telefone 190 diretamente para policiais femininas capacitadas para o acolhimento. Complementando as ações, o aplicativo SP Mulher Segura já facilitou milhares de chamados de socorro, enquanto o uso de tornozeleiras eletrônicas expandido em parceria com o Tribunal de Justiça garantiu a prisão de mais de uma centena de agressores que descumpriram medidas protetivas na região.

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