

A defesa do rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, recorreu à Justiça do Rio de Janeiro para pedir a revogação de sua prisão preventiva, alegando que o cantor está com tuberculose. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela juíza Tula Correa de Mello. O artista é considerado foragido há mais de quatro meses, desde o início de fevereiro deste ano.

De acordo com os advogados do músico, seu estado de saúde é gravíssimo. Eles relatam que o jovem perdeu cerca de cinco quilos em apenas um mês, sofre de tosse crônica e apresenta lesões pulmonares severas devido à doença. Com esses argumentos, a equipe jurídica tenta anular a ordem de prisão, afirmando que o cantor necessita de cuidados médicos urgentes que seriam incompatíveis com a prisão.
A ordem de prisão contra o rapper faz parte de um processo em que ele é acusado de homicídio qualificado, fruto de um inquérito conduzido pela delegacia da Barra da Tijuca. Durante as investigações iniciais, o artista chegou a passar 50 dias detido. O caso começou a se desenrolar no ano passado, quando agentes de segurança foram até a antiga residência do cantor, localizada no bairro do Joá, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor de idade ligado a um grupo criminoso.


Na ocasião, a polícia relatou que o adolescente conseguiu escapar após a viatura ser atacada a pedradas por Oruam e por outros frequentadores do local. Gravações de vídeo feitas pelos próprios envolvidos no tumulto foram apreendidas e utilizadas pelos investigadores para fundamentar as acusações. Se for julgado e considerado culpado, o rapper pode enfrentar uma condenação superior a 18 anos de prisão por crimes que incluem ameaça, resistência, dano ao patrimônio público, desacato e associação para o tráfico de drogas.







