

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou um balanço expressivo sobre as ações de combate à exploração de menores no país. Os dados revelam que, ao longo do ano passado, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil em todo o território nacional. O resultado foi alcançado graças a um esforço concentrado que gerou mais de 10 mil ações de fiscalização, registrando o maior volume de operações voltadas a essa causa na última década. O anúncio dos números oficiais coincidiu com as mobilizações do Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

O ritmo das operações segue intenso no cenário atual. Nos primeiros quatro meses deste ano, as equipes de inspeção já conseguiram resgatar mais 1.108 jovens de ambientes de trabalho irregulares. Um dos pontos que mais preocupa as autoridades é o nível de perigo ao qual os menores estavam expostos. Em mais de 70% dos casos registrados no ano passado e no início deste período, os jovens desempenhavam funções consideradas de alto risco, que trazem ameaças diretas à saúde física, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento psicológico.
De acordo com os relatórios do ministério, os fiscais focaram suas vistorias em setores da economia que historicamente utilizam essa mão de obra de maneira ilegal. Os flagrantes se concentraram principalmente no comércio varejista, em serviços de vendedores ambulantes, restaurantes, lanchonetes, supermercados e oficinas mecânicas, além de pequenos polos industriais. Geograficamente, estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking com os maiores índices de resgates tanto no balanço consolidado do ano passado quanto nos primeiros meses deste ano.
Para a coordenação de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, a presença ativa dos fiscais nas ruas se consolida como a ferramenta mais eficiente não apenas para interromper as violações atuais, mas também para prevenir novos abusos e garantir os direitos básicos na infância. Para ajudar a população a colaborar com esse monitoramento, o governo federal mantém um canal digital exclusivo para receber alertas e relatos de exploração de menores, o Sistema Ipê Trabalho Infantil, que pode ser acessado livremente pela internet.







